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10.04.2022

Sociedade Brasileira de Pediatria publica recomendações sobre clampeamento do cordão umbilical

Confira no link abaixo o documento elaborado por representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), com o como objetivo contribuir para a implementação de boas práticas assistenciais ao nascimento.

Nele são abordadas três estratégias: clampeamento tardio, clampeamento precoce e ordenha do cordão umbilical no recém-nascido (RN) de termo ou pré-termo tardio e no prematuro

Abaixo, seguem as diretrizes relacionadas ao clampeamento do cordão umbilical de prematuros:

Para o RN ≥ 34 semanas

• No RN saudável e com boa vitalidade ao nascer, clampear o cordão no mínimo 60 segundos após a extração do concepto do útero materno. O clampeamento tardio, quando comparado ao imediato, é benéfico quanto à concentração de hemoglobina nas primeiras 24 horas de vida e à concentração de ferritina até 3-6 meses, embora possa elevar a frequência de polcitemia. É preciso acompanhar a icterícia do RN.

• Em RN que não começa a respirar logo após o nas cimento, o clampeamento tardio do cordão retarda o início da ventilação com pressão positiva. Não existem evidências do benefício do clampeamento tardio nessa situação. Sugere-se, antes do clampeamento imediato do cordão, fazer o estímulo tátil no dorso, de modo delicado e no máximo duas vezes, e a seguir levar o RN à mesa de reanimação.

• As evidências existentes são insuficientes para recomendar a ordenha de cordão em RN com idade gestacional (IG) ≥34 semanas, tanto naqueles com boa vitalidade quanto nos que não respiram ou se apresentam hipotônicos ao nascer.

• Realizar procedimentos de reanimação com o cordão intacto está restrito ao ambiente de pesquisa.

Para o prematuro < 34 semanas

• Após a extração completa, se o RN <34 semanas começou a respirar ou chorar e se está ativo, indica-se aguardar 30 segundos ou mais, antes de clampear o cordão umbilical. É preferível aguardar 30 segundos ou mais antes de clampear o cordão do que realizar a ordenha.

• No RN <34 semanas que não respira ou se apresenta hipotônico ao nascer, não existem evidências do benefício do clampeamento tardio do cordão nem da ordenha. Sugere-se, antes do clampeamento imediato do cordão, fazer o estímulo tátil no dorso, de modo delicado e no máximo duas vezes, e a seguir levar o RN à mesa de reanimação.

• Realizar procedimentos de reanimação com o cordão intacto está restrito ao ambiente de pesquisa. 

Confira o documento na íntegra aqui.

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