A ONG Prematuridade.com participou de forma remota da audiência pública realizada em Pelotas (RS), que debateu os desafios no acesso e na estrutura das maternidades e UTIs Neonatais na Região Sul do estado. O encontro reuniu lideranças políticas, gestores públicos, profissionais de saúde e representantes de diversos municípios, evidenciando a complexidade e a urgência do tema.
A audiência foi conduzida pelo deputado estadual Dr. Thiago Duarte e contou com a participação do vereador Júlio Moura, além de representantes de entidades médicas, como Sílvio Reis, presidente da Associação Médica de Pelotas. Também estiveram presentes prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de municípios da região, como Chuí, Santa Vitória do Palmar, São José do Norte, Capão do Leão, Arroio do Padre, Morro Redondo e Rio Grande, que relataram as dificuldades enfrentadas no acesso a serviços obstétricos e neonatais.
Entre os principais desafios apontados, destacaram-se a sobrecarga de atendimentos em Pelotas — que concentra grande parte dos partos da região —, a redução histórica de maternidades em cidades vizinhas e a insuficiência de leitos obstétricos e de UTI neonatal. Em situações críticas, foi relatado que equipes médicas precisam buscar alternativas em municípios mais distantes, evidenciando a necessidade de maior regionalização e organização da rede de atenção.
Representando a ONG Prematuridade.com, a diretora executiva Denise Sugitani trouxe dados estratégicos sobre a prematuridade no Brasil e no estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul ocupa a quinta posição no ranking nacional de nascimentos prematuros, com cerca de 12,4% dos bebês nascendo antes do tempo ideal.
Denise também apresentou dados de um levantamento realizado pela ONG em parceria com a Consuçtoria Planisa, que apontam que, apenas em 2024, os custos com internações em UTIs neonatais no Brasil chegaram a aproximadamente R$ 13 bilhões — valor cerca de três vezes superior ao gasto com internações por acidentes de trânsito no país em dez anos.
A participação da ONG reforçou a necessidade de ampliar o olhar sobre a prematuridade como um tema prioritário de saúde pública, envolvendo desde a prevenção do parto prematuro até a organização da rede assistencial e o cuidado contínuo após a alta hospitalar.
Ao final, a ONG Prematuridade.com colocou-se à disposição da Região Sul, dos parlamentares e de todos os gestores e instituições presentes para colaborar na construção de soluções que contribuam para a redução da prematuridade e a qualificação da assistência materno-infantil no estado.
Assista à gravação da audiência pública:


