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Santo André recebe exposição ‘Nascimento tem hora certa, não hora marcada’

23/06/2017 exposicao-fotografica_694f5925

O campus universitário da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), será palco até o final de junho da exposição fotográfica “Nascimento tem hora certa, não hora marcada”, organizada pelo grupo MaternaMente ABC. Ao todo são 46 fotos reais das mais diversas situações de partos naturais, legendadas com relatos das famílias sobre a experiência.

A exposição é uma iniciativa da Comissão de Extensão da FMABC e tem entrada gratuita. Está instalada no piso térreo do Prédio Central da FMABC (Av. Lauro Gomes, 2.000, Vila Sacadura Cabral, Santo André - SP), com horário para visitação das 8h às 21h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

“Todos os anos, cerca de 15 milhões de crianças nascem prematuramente ao redor do mundo. Além de estar fortemente relacionada com a mortalidade neonatal, a prematuridade traz consequências negativas para a saúde e o desenvolvimento dessas crianças, o que, por sua vez, impacta a família, a comunidade, e constitui um problema de saúde pública”, considera a doutora em Saúde Pública pelo Departamento de Saúde Materno-Infantil da Universidade de São Paulo (USP) e membro do grupo MaternaMente ABC, Deborah Delage. Segundo a especialista, a atividade na FMABC pretende incitar o debate sobre as causas e consequências dos nascimentos prematuros “numa perspectiva social, com enfoque nas relações de gênero”.

AULA ABERTA

A exposição fotográfica “Nascimento tem hora certa, não hora marcada” teve início em 25 de maio na Faculdade de Medicina do ABC, como parte da Semana Internacional pelo Respeito ao Nascimento (SMRN). A data é organizada anualmente pela European Network of Childbirth Associations (ENCA) e, nacionalmente, promovida pela entidade Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa – uma rede de mulheres usuárias do sistema de saúde brasileiro, que luta pela promoção da autonomia das mulheres, tendo como principal eixo de atuação a defesa e a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher, em especial no que se refere à maternidade consciente.

O lançamento da exposição na FMABC foi realizado pelo grupo MaternaMente ABC, que integra a iniciativa Parto do Princípio e, desde 2009, atua na região do ABC Paulista na luta por melhorias na assistência à gestação, parto, aborto e puerpério. A ocasião foi marcada por aula aberta com a Dra. Deborah Delage, que colocou em discussão temas como prematuridade, evidências e gênero. Participaram do encontro professores da faculdade, alunos da residência médica em Medicina de Família e Comunidade, além de estudantes de graduação dos cursos de Medicina, Gestão em Saúde Ambiental, Terapia Ocupacional, entre outros convidados.

REDUÇÃO DA MORTALIDADE

Na mesma direção da SMRN, em 28 de maio comemora-se o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. De acordo com o Ministério da Saúde, as datas têm como objetivo chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Trata-se de momento para reforçar a importância da assistência à saúde das mulheres e de manter os exames preventivos sempre em dia nas diferentes fases da vidam – em especial na gravidez e no puerpério, em vista de reduzir a taxa de mortalidade materna.

De acordo com o Ministério da Saúde, a morte materna é o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. Não é considerada morte materna a que é provocada por fatores acidentais ou incidentais. Hipertensão, hemorragia, as infecções puerperais, as doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério e o aborto são as cinco principais causas de morte materna.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil e mais 10 países latino-americanos conquistaram avanços significativos na redução de mortes relacionadas à gravidez ou parto de 1990 a 2013. Mundialmente, taxas também estão em queda, embora doenças crônicas e outras condições médicas pré-existentes ainda sejam um problema grave. O Brasil reduziu sua taxa de mortes maternas em 43% desde a década de 90.

Fonte: ABC do ABC (notícia original publicada em 14/06/17)
(Fotos: Divulgação)



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