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Os irmãos mais velhos do bebê prematuro: dicas para lidar com a situação

03/06/2011


Falamos tanto nos prematuros, nos pais dos prematuros e muitas vezes esquecemos de abordar um tema muito importante: como lidar com as expectativas, o ciúme e a incompreensão dos irmãozinhos dos prematuros, os filhos que estão em casa, ansiosos por conhecer o mano ou mana. Que tal ler mais sobre o assunto?

     Beijo,


     Denise.




     "Um nascimento prematuro afeta não só o casal, que tinha idealizado um bebê perfeito, gordinho, robusto e saudável, mas também os outros membros da família, principalmente os irmãos mais velhos do recém-nascido.

     Subitamente são informados que o bebê já nasceu, mas que é muito pequeno e frágil, e por isso tem que ficar na UTI neonatal para receber tratamentos especiais que irão afazer com que ele fique forte e se recupere.



     Dependendo da idade, os irmãos podem não compreender porque razão o bebê, que estava na barriga da mãe, nasceu tão depressa e não pôde ir para casa, conforme todos esperavam.

     Podem também sentir uma sensação de abandono, de receio de serem menos amados

pelos pais, que nesse momento estão mais centrados no bebê prematuro, ficando mais
ausentes de casa durante o período em que permanecem na UTI.

     Quando o bebê estiver clinicamente mais estabilizado, uma boa forma de minimizar estes sentimentos é estabelecer o contato e interligação entre os irmãos, incentivando as ao hospital e, quando permitido, visita ao irmãozinho prematuro.

     É aconselhável levar fotografias do recém-nascido para casa, sugerir aos filhos mais velhos que façam desenhos para levar ao bebê, tirar também fotografias deles e colocá-las na incubadora, para quando vierem visitar o irmão no hospital poderem se identificar mais facilmente.

     É importante reforçar o seu amor por eles e realçar a união familiar, para que, em conjunto possam ultrapassar as dificuldades inerentes a esta fase.

     Os pais devem tentar explicar, de maneira simples, as suas preocupações e receios e incentivar os filhos mais velhos a expressar seua sentimentos, dúvidas e frustrações, pois isso irá ajudá-los a superar este período.

     Quando os pais se sentirem mais angustiados, confusos, e preocupados com a situação clínica do bebê prematuro, é importante que procurem ajuda, quer seja junto da equipe da UTI Neonatal (médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas), quer seja com outros grupos de apoio, como por exemplo pais que já tenham passado por experiência semelhante. Estes os compreenderão, apoiarão e darão conforto ao compartilharem seu testemunho pessoal.

     Quando o bebê tem alta é fundamental preparar previamente os outros filhos para a chegada do membro mais novo da família. Expliquem que o bebê está melhor, mais crescido, que já pode sair hospital e vai poder juntar-se à família.

     Os pais deverão estar preparados para que os filhos mais velhos possam ter uma conduta regressiva e mais imatura (querer outra vez a chupeta ou mamadeira, usar novamente fraldas, etc.), podendo apresentar um comportamento mais irrequieto, demonstrando medo, raiva, ciúme ou ressentimento, na ânsia de chamar a atenção sobre si, como modo de expressar a sua necessidade de atenção e carinho.

     Nesta fase, os pais deverão ser mais tolerantes, pois com o passar do tempo eles voltarão a sentir-se seguros e a ter um comportamento adequado à sua idade.

     Com a vinda do bebê para casa, os pais estarão mais disponíveis e poderão permitir que os irmãos mais velhos colaborem nos cuidados prestados ao bebê (sempre que for possível e com a vigilância necessária), como pegar o bebê no colo ou ajudar a mudar a fralda.

     Sempre que possível, os pais devem procurar ter ajuda em casa, contando com a participação dos avós ou de outro familiar ou amigo, para assim poderem dar maior atenção aos outros filhos.

     Os pais devem aproveitar o tempo em que o bebê está dormindo para dar atenção aos outros filhos, brincar com eles, ler uma história ao deitar, ir buscá-los na escola, participar nas suas brincadeiras, o que requer tempo e paciência.

     Este esforço conjunto será, no futuro, recompensado com uma relação familiar forte e coesa."



     Fonte: adaptado de Lusoneonatologia.net





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