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Notícia | Risco de parto prematuro: índice de cesareanas bate recorde no país

22/11/2011


     Em 2010, 52% dos partos realizado em todo o país foram cesarianas. Com isso, pela primeira vez no Brasil o número de cesáreas superou o de partos normais.
     Os dados foram tabulados pelo jornal Folha de S.Paulo a partir de informações do DataSUS, sistema do Ministério da Saúde.




GETTY (Telegraph.co.uk)

     O índice de cesarianas no país é bastante elevado. Supera a recomendação da Organização Mundial da Saúde, que considera uma ideal uma taxa em torno de 15% e de outros países, como os EUA, em que 26% dos nascimentos são a partir desse tipo de cirurgia.
     A rede privada é a principal responsável por puxar para cima o número de cesarianas. Nesse hospital, 82% dos partos são cirúrgicos. No entanto, é da rede público que tem sido registrado o maior crescimento das cesáreas: passaram de 28% em 2004 para 35% em 2009, e agora já são 37% do total.
     Especialistas ouvidos pela reportagem apontam diversos motivos para o aumento do número de cesarianas no país, entre eles a diferença de remuneração entre esse tipo de parto e o normal, a comodidade, a má formação dos novos médicos e até mesmo a precariedade do pré natal.
     "Se o pré natal é malfeito, o médico só vai detectar eventuais problemas na hora do parto e pode acabar optando pela cesárea", afirma o coordenador da Câmara Técnica de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Fernandes Maia Vinagre.

Riscos
      Como é marcada com antecedência, a cesariana pode ocorrer antes do tempo adequado e levar o bebê a apresentar problemas associados à prematuridade.
     "Esse é o grande perigo dos aumento das cesáreas. Mesmo com todos os exames, a medicina não é uma ciência exata", diz Vinagre.
     Uma comissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar propõe que obstetras de plantão acompanhem os primeiros momentos do trabalho de parto. Assim, o médico que acompanha a gestante, de custo maior, só seria chamado na hora do parto.

Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,116782



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