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Miguel Luiz: o presente perfeito

10/11/2016 miguelluizcomlogo01

"Eu tentei por algum tempo engravidar, foram 2 anos de tentativas frustantes. Descobri que tinha ovários micropolicísticos, fiz tratamento, mas mesmo assim não conseguia engravidar. Em um certo momento, resolvi deixar nas mãos de Deus. Em agosto de 2013, a minha menstruação resolveu não vir, e imaginei que meus cistos tinham voltado. Marquei uma consulta para fazer um ultrassom e tratar os cistos novamente. Para minha surpresa, não tinha cisto nenhum. A médica falou que poderia ser que as trompas estivessem entupidas, e eu teria que fazer uma lavagem. Para fazer a lavagem, ela solicitou um exame de gravidez, apenas para ter certeza. E adivinha? Positivo! Deus tinha me dado o melhor presente do mundo, e estava grávida.

Todos que me conhecem sabe que esse sempre foi meu maior sonho, e estava se realizando. Tive uma gravidez tranquila, a minha pressão sempre foi baixa, apenas tive muitos enjoos até o sexto mês, mas não era nada demais. Tirei várias fotos da gestação, de tudo que fazia e comprava para meu príncipe. Desde o início, sempre soube que era um menino, mesmo quando me falavam o contrário. Eu tinha certeza que era meu garotão vindo aí!

Com 32 semanas, comecei a ficar super inchada, mas achei que era tudo muito normal, que toda grávida ficava assim. Quando completei 34 semanas, durante um ultrassom, o médico achou estranho o peso do bebê, disse que estava muito baixo, e acreditou que minha contagem estava errada e que eu estava com menos tempo de gravidez.

No dia 7 de abril, às 6:30 da manhã, acordei para fazer café para meu marido, senti minha cabeça começar a tremer e apaguei. Acordei na maca de um hospital, os médicos me falaram que eu estava com eclâmpsia, que já tinha convulsionado 2 vezes, e que iriam fazer uma cesária de emergência. Meu estado era grave e eles disseram que fariam o possível para salvar os nós dois, eu e meu bebê. Perguntei se estava tudo bem com meu filho, disseram que estava, que o risco estava na minha vida. Lembro de eu pedir a Deus para me deixar viva para poder conhecer meu filho. Depois disso, lembro que comecei a vomitar e apaguei novamente. Acordei 11:45, quando eles me falaram que iam começar a fazer a cesária. Fiquei uns 15 minutos acordada e apaguei de novo.

Acordei por volta das 14h sem entender nada. Uma médica veio e me perguntou: "Como se chama seu bebê?". Respondi: "Miguel" e ela disse: "Vamos conhecer o Miguel!". Ela o trouxe e encostou na minha boca para eu beijá-lo, foi o momento mais feliz da minha vida. Deus tinha me presenteado com minha vida novamente e com a vida do meu filho. Foi o dia em que nós dois nascemos.

Fui para a UTI para ficar sob observação, meu marido e minha mãe foram me visitar e me falaram que o Miguel era saudável, que estava bem, respirava normalmente, comia, chorava. Apenas por causa da eclâmpsia ele parou de crescer na gestação, provavelmente por volta das 32 semanas, e, por esse motivo, ele nasceu com baixo peso e precisaria ficar internado na incubadora por um tempinho para ganhar mais peso e completar a idade gestacional, pois nasceu de 8 meses (34 semanas e 4 dias).

Recebi alta da UTI e comecei a visitá-lo. Pude começar a dar de mamar no peito a ele 2 vezes por dia respeitando o pedido médico, pois ele não podia sugar tanto para não se esforçar demais. Recebi alta do hospital e foi uma tortura. Um dia triste vir para casa sem ele, chegar em casa e ver o berço vazio. Saber que você recebe alta, mas seu bebê tem que ficar é algo que dói muito, mas sabia que era para o bem dele, que ele estava em boas mãos, que Deus estava protegendo ele e tinham anjos que eram as "mãezinhas" (enfermeiras) que cuidaram muito bem dele. Sabia que logo logo ele iria estar gordinho e ia receber alta, forte, meu guerreiro, meu presente de Deus.

Deus me deu o maior milagre da minha vida. Não conseguia ficar em casa sem pensar um só segundo nele, contava os minutos para ir vê-lo! Foram 19 dias internado, 17 na incubadora, 2 dias pegando luz, medicamentos, vitaminas, mas deu tudo certo. O dia que, enfim, ele recebeu alta, foi o dia mais maravilhoso de nossas vidas. Pura alegria, sonho realizado novamente, um milagre de Deus.

Meu filho, hoje entendo o que é amor de mãe. Nunca imaginei amar tanto assim. Você é a prova que Deus é maravilhoso. Você mudou minha vida, você é meu tudo agora, eu te amo mais do que a mim mesma.
Deus, nunca vou me cansar de agradecer por me dar esse presente perfeito, peço que cuide e abençoe meu menino todos os segundos.
Meu marido, obrigada por estar comigo, lutando comigo, sonhando comigo e me dando forças. Eu te amo!
E, esses momentos de luta, agora são lembranças do quanto somos fortes e de que meu menino já nasceu pra ser vitorioso, Deus sempre está ao nosso lado.
Farei questão de contar toda essa história para o Miguel, para ele saber o quanto é amado, como existiram anjos que estavam ao lado dele, e que ele foi meu milagre.
Hoje, no dia que estou fazendo essa postagem, 10 de julho de 2014, o meu pequeno príncipe está com 3 meses e 3 dias. Ele já sorri, quer conversar, faz força para levantar o corpinho, super inteligente e saudável.

Sou a mulher mais sortuda do mundo por ter um filho tão vitorioso!"

(relato da mamãe Silvana Ferreira Gonçalves, enviado em 2014)



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