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Maria Clara Meu Milagre

24/09/2021 inbound8393866087299561965.jpg

“Sempre ouvimos dizer que gravidez não é doença, mas ela pode apresentar várias complicações. Eu sempre quis ser mãe, passei quase três anos tentando e então descobri a gravidez, fiquei em repouso desde o começo da gestação, por um deslocamento do saco gestacional e depois pela hipertensão, eu sabia que poderia ter um bebê prematuro, mas nada te prepara para viver a prematuridade.

Semanalmente consultava com a ginecologista e fazia exames periódicos, tudo estava sob controle, até injeção para amadurecer os pulmões eu fiz com 30 semanas. Após duas noites sem conseguir dormir com uma dor na parte superior da barriga (primeiro achei que era fígado) fui ao médico e fizemos um ultrassom, ele demorou para voltar com o resultado, foi quando senti que algo não estava bem. O médico orientou minha internação, para fazer exames de sangue e urina, o médico voltou a noite e disse que teria que me transferir para o hospital de Clínicas de Porto Alegre, o que estávamos não tinha vaga na Neo.

Passamos em casa, avisamos os dindos da bebê e fomos para Porto Alegre/RS, meu marido e minha mãe sabiam que era grave, o médico não quis me dizer, pois estava nervosa. Passei por toda a triagem novamente, pela manhã quando uma equipe médica pegou meu caso, descobrimos o meu diagnóstico, síndrome de hellp. Meu maior problema no momento era que minhas plaquetas tinham despencado e poderia ter um AVC a qualquer momento, a única maneira de interromper isso, era realizar o parto, de preferência normal, pois a chance de hemorragia era menor. Colocaram uma sonda para baixar o colo do útero, furaram a minha bolsa e começamos com a ocitocina na veia, levou horas até começar as contrações, elas vieram graças a Deus e a Maria Clara encaixou, a dilatação chegou a dez dedos e ela nasceu.

Durante todo esse tempo eu não tive medo, parecia anestesiada, só pensava na minha filha, depois que ela nasceu ficamos pouco tempo juntas, precisei de curetagem e remédios para evitar trombose. Ela foi para a UTI Neo, 24h depois nos vimos, era madrugada foi rápido e estranho. Meu cérebro ainda estava processando tudo que estávamos vivendo, no outro dia o primeiro colinho e o início da batalha pelo ganho de peso. Descobrimos o poder da paciência e a força do tempo, não é fácil, nada nos prepara para isso, leva um tempo até processarmos e aceitarmos esse período no hospital é o melhor para o nosso bebê.

Foram 21 dias dentro da Neo aprendendo a ser mãe de prematuro, aprendi com as técnicas, com as outras mães e com o nosso bebê. Por mais que o tempo passe, nunca esqueceremos os dias de Neo e nossos filhos serão sempre nossos prematuros guerreiros e nós as mães de prematuros não somos melhores que ninguém, apenas diferentes.”

(Relato da mamãe Carla, enviado em 2020)



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