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Bronquiolite faz internação de crianças crescer no Brasil: pais podem confundir doença com a Covid-19

29/03/2021 Criança tem quadro de bronquiolite: sintomas parecidos com o de Covid-19. (Foto: Pedro Kirilos)

O índice de crianças em emergências e unidades de internação pediátricas tem aumentado gradativamente desde o começo de 2021. Entretanto, diferente do que muitas pessoas possam imaginar, a maior procura não é por causa da Covid-19 e sim, por outras infecções respiratórias virais, muito comuns nessa época do ano. Uma das principais doença é a bronquiolite, inflamação aguda dos bronquíolos terminais, as ramificações mais finas que levam o ar para dentro dos pulmões.

— O aumento de casos de bronquiolite já é esperado a partir do final de fevereiro. Habitualmente, o pico de casos ocorre entre março e maio. O aumento de casos de bronquiolite reflete a redução das medidas de distanciamento social, incluindo o retorno às escolas, que aumenta a transmissão do vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite — explica o gerente médico e infectologista do Sabará Hospital Infantil, Francisco Ivanildo de Oliveira.

O VSR é responsável por 50 a 80% dos casos de bronquiolite nas crianças.

— Os sintomas são parecidos com os do resfriado, como febre, coriza, espirros, nariz entupido e tosse. Eles aparecem de três a cinco dias antes do início do chiado no peito. Outros sinais comuns são a tosse, o cansaço, a taquipneia (respiração acelerada), a hipoxemia (queda de saturação de oxigênio) e sintomas de esforço respiratório, como batimento de asa de nariz, “barriga afundando” e deixando em evidência a última costela ou os espaços entre as costelas — lista Brunna Santana, pneumologista pediátrica do Grupo Prontobaby.

As crianças menores de 2 anos são as principais afetadas pela doença. A infecção pelo VSR tem efeitos devastadores, principalmente em bebês prematuros ou nascidos com cardiopatias congênitas, sendo uma das principais causas de internações frequentes (em alguns casos, pode ser fatal), podendo resultar problemas respiratórios por longos períodos (até 10 a 12 anos de idade).

Remédio para prematuro

Por ser um vírus respiratório semelhante ao coronavírus, o contágio ocorre pelo ar ou por objetos e superfícies que possam estar contaminadas, como de brinquedos e maçanetas de portas. (Veja no infográfico como proteger o seu filho).

O diagnóstico é clínico, ou seja, feito a partir do histórico de saúde do pequeno paciente e dos sintomas que ele apresenta. Exames complementares, como raio X e hemograma, em geral, servem são solicitados para investigar se há complicações.

Embora não haja tratamento para infecção do VSR — somente para controle dos sintomas —, as crianças que fazem parte do grupo de risco podem receber um anticorpo monoclonal específico, capaz de prevenir as formas mais graves da doença, reduzindo as taxas de hospitalização.

— O Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde fornecem essa profilaxia gratuitamente para crianças com menos de 1 ano de idade e que nasceram com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e 6 dias, ou até os 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou doença cardíaca congênita — afirma a pneumopediatra Débora Chong.

Fonte: Extra (notícias originalmente publicadas em 14/03/21).



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