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Covid e prematuridade: mesmo com pandemia, realização de pré-natal é imprescindível

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ONG Prematuridade.com faz o alerta para que acompanhamento seja mantido de forma segura

Entre todos os alertas trazidos pela Covid-19, está situação que envolve gestante e os bebês. Contrair o coronavírus durante a gravidez pode aumentar o risco de parto prematuro, segundo apontou estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. O relatório da instituição é baseado na análise de 4.442 gestantes, diagnosticadas com o vírus e, durante a pesquisa, mais de 3.900 bebês tiveram a idade gestacional relatada. Dentro desse grupo, 13% dos bebês (cerca de 500) nasceram prematuros. Os dados mostram que 149 (3,8%) das crianças nasceram com menos de 34 semanas e 357 (9,1%) nasceram entre 34 e 37 semanas. Já em relação aos bebês, que foram testados para a Covid-19, metade que teve teste positivo era prematuro.

O receio da contaminação trouxe outro problema: a evasão das gestantes em consultas importantes. Recentemente, a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) realizaram estudo com 2.753 mulheres (1.713 grávidas e 1.040 puérperas – mães de recém-nascidos com até 45 dias), de todas as classes sociais, em todas as regiões do país. Entre outros dados, o estudo revelou que 81% das grávidas temem a contaminação pelo novo coronavírus durante as consultas de pré-natal e 82% têm medo da internação hospitalar por ocasião do parto.

A fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Leão Suguitani, alerta para importância de evidenciar a questão e de reforçar a necessidade do pré-natal. “É preciso colocar esse assunto com a evidência e a urgência que merece. Trata-se de um problema que pode ser evitado com um bom pré-natal ou, ainda que haja o parto prematuro, há maior possibilidade do bebê se recuperar com o mínimo de danos à saúde quando recebe o atendimento adequado”, fala. “Podemos intervir positivamente nesse quadro, vidas podem ser salvas e, agora, temos que adaptar a realidade da prematuridade ao cenário do Covid-19”, completa.

A prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil antes dos 5 anos de idade, no mundo todo. O Brasil é o 10º país no ranking global de partos prematuros, os quais ocasionam 10 vezes mais óbitos de crianças do que o câncer. São 340 mil famílias passando pela experiência da prematuridade todo ano em território brasileiro, 12% do total de nascimentos.

O parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas de gestação. São várias as causas que podem levar à prematuridade, mas o principal passo para evitar esse problema é a prevenção, salienta Denise. “Nesse sentido, o pré-natal é uma das medidas mais eficazes para uma gestação saudável e completa. A apreensão das mulheres grávidas quanto à infecção pelo vírus é legítima, mas o efeito colateral de uma decisão extrema, como a de faltar a uma consulta do pré-natal, pode levar a um agravamento de casos e do quadro geral da prematuridade, podendo custar a vida do bebê e da própria mãe”, ressalta.

Mesmo com o distanciamento social, Denise salienta que "é importante pensarmos estratégias para garantir, dentro de todos os protocolos de segurança, que o acompanhamento da gestação seja mantido, assim como a manutenção das consultas dos bebês, do calendário vacinal do prematuro e, de extrema importância, a presença dos pais ao lado do prematuro internado, pois pais não são visitas". “Na ONG Prematuridade.com, as gestantes podem tirar todas as suas dúvidas, compartilhar suas experiências e contar com todo o nosso apoio antes, durante e após a gestação. Estamos juntas”, conclui.



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