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Luísa Vitória, uma prematurinha muito guerreira e vencedora

17/04/2014

“Eu e o meu esposo estávamos juntos há 10 anos e resolvemos que era a hora de termos um bebê. 6 meses depois de tentativas e, finalmente, estava grávida. Foi uma felicidade só, estávamos radiantes.

Logo começaram os enjoos, no começo achava que era normal, mas eles foram ficando cada vez mais fortes, vomitava muito. Fui ao hospital, pois estava perdendo muito peso. Chegando lá, fui internada às pressas, pois estava desidratada. Eu tinha perdido 6 kg em 4 dias, estava com hiperêmese gravídica. Lá, os médicos tentaram escutar o coração do bebê, mas sem sucesso, pois era muito pequeno, 10 semanas apenas. Me pediram, então, uma eco e, para minha surpresa, nesta eco apareceram dois bebês. Na hora foi um choque, mas um minuto depois eu estava dando pulos de felicidade.

Fiquei internada por 5 dias e recebi alta do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) e fui convidada a continuar o pré-natal lá. Com 3 meses, descobri que eram 2 meninas. Tudo corria bem nas consultas, nada de anormal.

Com 23 semanas, perdi o tampão e fui imediatamente para o hospital. Recebi a pior notícia da minha vida: que as minhas filhas não sobreviveriam, pois, com aquela idade gestacional, as chances eram poucas. Ao chegar a noite, já estava com 4 dedos de dilatação, e no meio da madrugada já estava com 10 cm. Sem sentir dor, consegui segurar por mais 4 dias.

No dia 21 de julho 2012, vieram ao mundo Luísa, com 30 cm e 600 gramas, e Lívia, com 570 gramas, e foram imediatamente para a UTI Neo. Eu e a minha família sempre ouvindo que elas não sobreviveriam, mas elas continuavam lutando pela vida delas. A Lívia cumpriu sua missão aqui na terra e foi para junto do Papai do Céu 3 dias depois. O meu mundo desabou ao ter que enterrar um ser tão pequeno, achava que não era justo. Pedi, então, para o meu anjo Lívia pedir para o Papai do Céu que deixasse a mana Luísa aqui com a gente. Deus a ouviu e Luísa continuava lutando bravamente pela vida. Eu, sem sair do lado dela, pedindo para que ela não desistisse e ela entendia e Deus sempre ali com a gente.




Era um dia bom e acaba voltando 3 para trás depois. Aqueles apitos que não param na nossa mente, muitas quedas de saturação, algumas paradas, os rins que por um dia param de funcionar, displasia pulmonar, infecções... mas ali estávamos nós duas juntas, derrubando todos os gigantes. O ganho de cada grama era motivo de muita felicidade quando chegava ao hospital. Ela também teve que fazer cirurgia da retinopatia e assim foram 134 dias de luta, com o apoio dos incansáveis avós, e eu e o meu marido, todos os dias no hospital, cuidando da nossa princesa, trasmitindo força a ela.


Hoje, com a graça de Deus e toda a equipe Neo do HMIPV, a minha filha está a cada dia mais forte e saudável. Não teve nenhum problema respiratório, sem sequelas. É uma menina maravilhosa e muito amada por todos. Aos pais que estão passando por isto, peço que sempre tenham fé, acreditem em Deus sempre e deem muito amor a estes pequenos guerreiros! A medicina faz a parte dela, mas Deus é quem sabe de tudo.”



Cassiane, mãe da Luísa Vitória

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