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A pequena boneca prematura Maria Fernanda

25/06/2014


mariafernandacomlogo4“Olá, sou a Maria Clara, mãe da Maria Fernanda. A minha felicidade começou no dia do meu aniversário de 27 anos ao descobrir que estava grávida. Até completar 4 meses estava tudo bem, uma gravidez tranquila, com poucos enjoos, e muita alegria por estar carregando minha princesa tão desejada.

Até que, com 21 semanas, na consulta de rotina do pré-natal, descubro que estou tendo contrações de treinamento prematuras, pois, de acordo com a médica, essas contrações só se iniciariam com 30 semanas. A partir daí o desespero reinou. Fui proibida de viajar para comprar o enxoval em outro país, não pude mais trabalhar, tinha que ficar de repouso e a GO orientou a iniciar os preparativos do quartinho, pois tinha muitas chances de nascer antes da hora. Resolvi antecipar o chá de fraldas e mudei para chá de baby, pois não teria como comprar tudo de modo tão rápido.

Com 6 meses de gestação, descobri que estou com infecção urinária e a médica nos amendronta ao iniciar o antibiótico imediatamente por conta do parto prematuro. Tudo bem, tomei o remédio direitinho, a infecção passou, mas voltou novamente no mês seguinte de forma resistente. O antibiótico precisa ser mais forte, de modo que o meu apetite que já não era muito, desaparece totalmente com o remédio e aí a minha princesa não se desenvolveu. O desespero da médica começa, pois minha bebê só tinha mais 10 dias para mostrar que estava crescendo direitinho dentro do forninho até a proxima ultrassom.

Infelizmente, nesse intervalo de tempo, entro em trabalho de parto prematuro, mesmo tomando remédio para inibir as contrações. Perdi o tampão e, com dois dias, a bolsa estourou, fazendo com que a minha princesa viesse ao mundo com apenas
30 semanas e 3 dias, às 10h06min, do dia 01 de setembro de 2013, pesando 1,415 kg e medindo 39 cm, em uma cesárea de emergência. Apesar de ser prematura extrema, seu Apgar foi muito bom, 08 e 09 no primeiro e quinto minuto, respectivamente.

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Nesse momento, comecei a viver um turbilhão de emoções. Tive depressão pós-parto, aliás, até hoje acho que não estou totalmente curada. A minha bebê precisou ficar 1 mês na UTI Neonatal. Fez uso de vários antibióticos, ficou 3 dias intubada, fez fototerapia 2 vezes, ficou 3 dias em dieta zero, mas, desde que iniciou a alimentação por sonda até completar 6 meses de vida, o único alimento que entrou em sua boca foi o leite materno.

Com 2 semanas de vida, tive a alegria de segurá-la no colo pela primeira vez. Neste dia, ela já estava na UTI de médio risco, sem oxímêtro, apenas com a sonda gástrica. Mesmo sendo tão pequena, a emoção foi enorme ao segurá-la pela primeira vez. Foi um momento mágico e extraordinário, não dava vontade de sair dali, não queria devolvê-la, mas a equipe de enfermagem me obrigou a devolvê-la para a incubadora. Desse dia em diante, comecei a ter surpresas maravilhosas, pois comecei a trocar as fraldas da minha pequena e todos me diziam que quando isso acontece é porque a data da alta está próxima e, de fato, estava, era eu quem não sabia.

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Depois de 3 dias trocando fralda, a neonatologista autoriza o método canguru e o estímulo ao seio materno. Inicialmente, diziam que ela não estava mamando, mas eu sentia que estava, com uma sucção fraca, mas estava sim, e a fala das enfermeiras me deixava tão triste que eu chorava dia e noite. As lágrimas escorriam na minha bonequinha. Todos diziam que o meu leite secaria, mas até hoje tenho bastante leite.

Graças a Deus e a todos que rezaram pela vida da minha pequena, no dia em que ela completou 1 mês de vida, recebi a melhor notícia de todas: a minha princesa estava de alta e poderia ir embora naquele momento comigo. Liguei para a família, todos ficaram muito alegres e às 10 horas do dia 01 de outubro estávamos indo para casa. Nesse dia, estava muito feliz, mas logo começou o sufoco.

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A minha boneca não sabia mamar direito, então, com 2 dias da alta, fomos a primeira consulta com a pediatra e foi constatado que a Maria Fernanda tinha perdido peso. Entrei em pânico, porque não queria dar leite de lata estando com os peitos cheios de leite e doloridos. Ela saiu do hospital com 1,610 kg e, no dia 03 de outubro, estava pesando 1,540 kg .Foi aí que a depressão pós-parto se agravou. Fiquei tão triste com a notícia que não queria mais nem olhar para a minha bebê. Amamentá-la doía muito e ela não conseguia chegar até o leite posterior, que é o rico em gordura. Mas, graças ao banco de leite humano, descobri que o meu problema era fungos. Fiz o tratamento, sem precisar interromper a amamentação, e, ao curar a infecção, comecei a gostar de amamentar e a minha princesa começou a ganhar peso, mesmo com o diagnóstico de refluxo gastroesofágico. Com 5 meses de vida, não era mais um bebê pequeno e prematuro, já estava com o peso e o tamanho normal para a idade dela.

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Hoje, a minha princesa está com 8 meses e meio, já come papinha, fruta e se comunica. Balbucia várias palavras, o seu desenvolvimento motor segue a sua idade corrigida e não tem sequelas da prematuridade, graças aos cuidados da equipe do hospital e ao leite materno que lhe deu imunidade e lhe proporcionou uma vida sem doenças após a alta hospitalar.”

Maria Clara, mãe da Maria Fernanda

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