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A história do fofo George Lucas

05/12/2013

“Vou contar um pouco do que passamos para hoje estarmos com o nosso filho nos braços.

Tive uma gestação boa, sem complicações até o 5° mês, quando comecei a ficar inchada e, conforme o tempo, isso foi piorando. No início do 7° mês, fui à emergência com quadro de pré-eclâmpsia e com a pressão alta, 18 por 11. O médico não pensou duas vezes antes de me internar. Fiquei de sexta até segunda-feira com controle médico, tanto para mim quanto para o bebê.

Na segunda-feira, a minha pressão começou a diminuir e pensei até que receberia alta na terça. Mas, pelo contrário. A médica chegou na terça pela manhã e deu menos de 24 horas para interromper a gravidez, pois, a qualquer momento, o bebê poderia entrar em sofrimento e viria a morrer. O detalhe era que, onde eu estava, só havia leito para mim, não para o bebê. Começamos, então, uma correria para conseguir leito, e, a cada hora que passava, eu sempre pensava que estava acabando o tempo para o meu filho viver. Depois de muita luta, quase pela noite, conseguimos um leito para mim e o bebê.

No dia 16 de julho de 2013, às 22h05min, nasceu, então, o George Lucas. Ele pesava 1,140 kg e tinha 38 centímetros, de exatas 29 semanas de gestação (7 meses). Assim que ele nasceu, ouvi o choro forte dele, mas não pude ver o meu bebê, pois ele teve que ir direto para a UTI Neonatal. Lá foram feitos todos os procedimentos necessários para manter a sua vida. Ele foi entubado e a alimentação era feita somente por sonda, começando com 1 ml de leite.

Em certo momento dessa caminhada, ele teve uma piora. Lucas teve uma apneia, ou seja, ele ficou sem respirar, e apresentou um quadro de infecção também. Devido a isso, precisou ser entubado novamente. Ficou a base de antibióticos, tomou 3 bolsas de sangue, teve pneumonia precoce e, para ter acesso a uma veia principal, foi necessário fazer um pequeno corte na axila esquerda, onde levou 2 pontos. Depois pegaram uma veia na cabeça, onde tiveram que raspar a metade da cabeça. Sem dúvidas esse foi o pior momento para nós. Foi muito dolorido ver nosso filho regredindo, mas Deus logo reverteu esse quadro.

Ao passar essa fase, o Lucas chegou a um ponto de estar lá só para ganhar peso, pois já não apresentava nada que comprometesse sua saúde. Cada grama que ele ganhava, por menor que fosse, era uma festa no nosso coração. No dia 06 de setembro, depois de 52 dias na UTI, tivemos a notícia mais esperada: a sua alta. Foi uma surpresa porque um prematuro normalmente só sai do hospital com 2 kg, e ele saiu com 1,910 kg.


Hoje é só alegria, o nosso filho agora está em casa, sem sequela alguma e esbanjando saúde. Por isso, temos todos os motivos para agradecer a Deus por esse milagre.”



Rafaela, mãe do George Lucas

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