

11 de Março de 2026
Meu pequeno grande milagre
Meu pequeno grande milagre nasceu dia 02/08/2004; este ano vai fazer 22 anos. Perdi gêmeos em março de 2023, com seis meses de gravidez.
Engravidei em dezembro de 2003 e, em janeiro de 2004, comecei a trabalhar na prefeitura, na creche. Descobri em fevereiro que estava grávida. Minha filha, na época, tinha seis anos, e eu tinha perdido uma gestação no ano anterior. Essa gestação, no início, me causou medo: medo de serem gêmeos, medo de perder o bebê de novo.
Aos cinco meses, fiz ultrassom e descobri que seria um menino. Fiquei muito feliz, porque eu ia ficar com um casal e meu marido ia fazer vasectomia. Continuei trabalhando; meu marido me levava de carro, e eu voltava andando e passava na escola para pegar minha filha, que estava no primeiro ano.
Quando eu estava entrando no sexto mês de gravidez e estava no serviço, comecei a sentir cólicas. Como era sexta-feira, esperei chegar o sábado e fui para o hospital, onde fiquei internada, tomando medicação para segurar a gestação. Na terça-feira, tive alta, e o médico me deu um atestado de cinco dias. Fui no T.H. trocar o atestado, e a médica da prefeitura me afastou do serviço.
Mesmo tomando remédio e fazendo repouso, com 29 semanas de gravidez fui internada e, três dias depois, meu filho nasceu de parto cesárea, com 42 cm e 2,090 kg. Os médicos acharam que ele nasceria com cerca de 1,700 kg, porque no hospital fizeram um ultrassom e o exame indicou 1,765 kg.
Apesar de nascer com peso, ele teve complicações no pulmão e perda de peso. Meu filho ficou no hospital por 14 dias e teve alta com 1,865 kg. Depois de 15 dias da alta, meu filho foi internado com bronquiolite e ficou na UTI por 7 dias, tendo alta 12 dias depois.
Com dez meses, meu filho teve pneumonia com água no pulmão e ficou 13 dias internado. Com duas semanas de alta, ele voltou a ficar ruim, e eu o levei ao hospital. Depois de fazer raio-x, os médicos disseram que era pneumonia e que dava para fazer o tratamento em casa.
Depois de alguns dias indo e voltando ao hospital, meu filho foi internado na UTI e entubado, e descobriram uma pneumonia bacteriana. O quadro do meu filho inspirava muitos cuidados, e ele precisou fazer transfusão de sangue para corrigir uma anemia.
Meu filho ficou 19 dias na UTI, e desses, 11 foram entubado. A médica o extubou e o transferiu para um quarto, onde ele ficou mais 8 dias. Após a alta, ficou fazendo fisioterapia respiratória por três meses e teve mais algumas internações.
Mas, graças a Deus, ele se recuperou de todas, e hoje joga basquete e já jogou futebol de salão também. Ele parou de jogar futebol no início da pandemia, em 2020.


