

13 de Janeiro de 2026
25 semanas e 897g
No dia 17/09, chegou ao mundo o meu milagre. Com apenas 25 semanas de gestação, fomos surpreendidos por uma notícia devastadora: eu estava com corioamnionite, uma infecção grave no útero e na placenta, e o Lucca precisava nascer imediatamente para que eu tivesse chance de sobreviver.
Foi um parto extremamente difícil, vaginal, já que a cesariana não era uma opção diante de uma infecção tão severa. Naquele momento, os médicos foram muito claros — e muito duros. Meu filho foi desenganado. Disseram que, por se tratar de um prematuro extremo, com peso extremamente baixo e já totalmente infectado, as chances de sobrevivência eram mínimas. Ouviram-se palavras que nenhuma mãe deveria ouvir: “Vamos salvar a sua vida, você é quem tem mais chances.”
Mas nós não perdemos a fé. Oramos. Nos entregamos. E, apesar de tudo, Lucca nasceu.
Ele veio ao mundo com apenas 897 gramas, frágil, lutando para respirar, gravemente infectado, cercado por aparelhos, fios e incertezas. O prognóstico era terrível. Foram 60 longos dias de UTI neonatal, seguidos de mais 10 dias de canguru. Dias marcados por medo, silêncio, orações, boletins médicos difíceis e pela dor de não poder pegar o próprio filho no colo como sonhávamos.
Só pude carregar meu filho pela primeira vez após 30 dias de vida.
A amamentação só foi possível após 60 dias, quando enfim pude viver esse encontro tão esperado.
Durante esse período, enfrentamos:
• Infecção hospitalar
• Meningite
• Hemorragia cerebral grau 2
• Convulsões
• Apneias frequentes
• Pulmões extremamente imaturos e debilitados
• 6 transfusões de sangue
• Procedimentos invasivos, medicações fortes, exames constantes
• E a rotina dura da UTI: alarmes, incubadora, espera, fé e resistência diária
Cada intercorrência parecia um novo golpe. Cada dia era uma batalha. Cada noite, um pedido a Deus para que o amanhã chegasse. E ele chegou.
Contra todos os prognósticos, Lucca venceu. Hoje, meu filho está em casa, bem, sem nenhuma sequela, desafiando toda estatística, toda previsão médica e todo diagnóstico negativo. Tudo o que ele passou não foi em vão. Cada dor, cada lágrima e cada medo serviram para engrandecer o testemunho do que Deus fez em nossas vidas.
Porque, no fim, quem dá a última palavra não é a medicina, não é o diagnóstico, não é a estatística — é Deus.
Acredite: gerar testemunho dói… mas o milagre vale cada lágrima.


