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23.03.2026

Especialistas discutem prevenção do VSR e proteção de bebês prematuros em encontro com a imprensa

Na manhã de terça-feira, 17 de março, em São Paulo, um encontro reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os principais aspectos relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), suas consequências e as estratégias de prevenção atualmente disponíveis. Participaram do debate o pediatra e infectologista Dr. Renato Kfouri, a infectologista Dra. Rosana Richtmann e a pneumologista Dra. Ângela Honda, diretora executiva da Fundação ProAR, além de Denise Suguitani, diretora da ONG Prematuridade.com.

O VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias graves, como a bronquiolite, especialmente em crianças de até dois anos. Bebês prematuros são ainda mais vulneráveis, já que possuem sistemas imunológico e respiratório imaturos, o que aumenta significativamente o risco de hospitalizações e complicações.

Durante o encontro, o relato de uma mãe trouxe à tona o impacto real da doença na vida das famílias. Núbia, mãe de três filhos, compartilhou a experiência com sua filha Ana Catarina, nascida prematura de 31 semanas. No primeiro ano de vida, a bebê foi internada duas vezes por bronquiolite, sendo uma delas em estado crítico, com necessidade de terapia intensiva. Casos como esse ilustram a gravidade do VSR e os desafios enfrentados por famílias de prematuros.

Um dos principais pontos discutidos foi a incorporação do Nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS), um avanço importante na prevenção do VSR. Trata-se de um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata em dose única, com duração de pelo menos cinco a seis meses, cobrindo o período de maior circulação do vírus. A estratégia contempla bebês prematuros com menos de um ano e crianças com comorbidades de até dois anos.

Atualmente, bebês prematuros nascidos a partir de fevereiro já estão recebendo o imunizante ainda no ambiente hospitalar. Já para aqueles nascidos entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026 é preciso que as famílias busquem as unidades de saúde antes do bebê completar seis meses de vida para garantir o acesso à proteção.

A diretora da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, reforçou a importância desse avanço e fez um alerta: “Estamos diante de uma corrida contra o tempo. É fundamental que pais, responsáveis e profissionais de saúde orientem e mobilizem as famílias para que esses bebês elegíveis ao resgate sejam protegidos o quanto antes”.

Uma estratégia complementar fundamental é a vacinação da gestante contra o VSR, já disponível pelo SUS a partir da 28ª semana de gestação, que permite a transferência de anticorpos ao bebê e garante proteção nos primeiros meses de vida.

Ao final, a ONG Prematuridade.com reforçou seu compromisso em seguir atuando junto a sociedades científicas, instituições parceiras, poder público e iniciativa privada para ampliar o acesso à informação e garantir a proteção dos bebês mais vulneráveis.

Agradecemos à Sanofi pelo convite e pela oportunidade de contribuir com esse importante debate.

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