Dia Mundial da Prematuridade

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Julia Nosso Anjinho

22/12/2021 SAVE_20211117_162648

“No início de 2019 decidimos engravidar e para nossa surpresa foi super rápido, fizemos os primeiros exames e até então estavam todos bem. Tínhamos o sonho de ser pais de menina, fizemos a sexagem fetal e descobrimos que a nossa menininha estava a caminho, nossa tão esperada e sonhada Julia.

No primeiro exame morfológico descobrimos algumas alterações, nosso mundo desabou, o medo tomou conta de nós, será que nossa tão sonhada menininha estava em perigo? Então começamos a busca para descobrir o que ela tinha, a médica de início achou que fosse Síndrome de Down, realizamos um exame que é chamado de amniocentese, nesse exame é retirado um líquido da placenta para verificar qual doença o bebê tem.

O resultado saiu e nossa menininha não tinha nenhuma doença cromossômica, porém, ela estava com má formação em alguns órgãos. A cada ultrassom era uma notícia pior, a médica disse para não fazermos chá de bebê ou enxoval, que o meu corpo estava rejeitando o feto e seria necessário aguardar para ver até onde a gestação iria.

No dia 18 de Julho de 2019 entrei em trabalho de parto e a Julia nasceu prematura de de 22 semanas pesando 700 gramas, infelizmente ela ficou apenas 30 minutos viva e acabou falecendo. Nesse meio tempo eu tive complicações no parto (acretismo placentário), a médica não conseguiu tirar minha placenta, tive uma hemorragia e se meu útero não fosse removido eu morreria. Passei por uma histerectomia de emergência, foi um procedimento complicado, perdi muito sangue, realmente foi por um milagre que eu sobrevivi.

Minha recuperação principalmente emocional não foi nem um pouco fácil, pois me via sem saída eu sempre tive o sonho de ser mãe biológica, achei que nunca mais realizaria esse sonho. No início deste ano de 2021 que eu consegui atingir a última fase do meu luto e ressignificar minha dor em gratidão.

Eu achei que não tinha mais saída, para Deus nada é impossível eu tenho um anjo em minha minha que é minha cunhada esposa do meu irmão, ela se propôs com todo seu coração ser a nossa barriga solidária, ainda tenho meus óvulos, faremos uma FIV e com a graça de Deus seremos pais biológicos.”

(Relato da mamãe Glaciely, enviado em 2021)

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