Hotsite vinculado ao Prematuridade.com

Palivizumabe e vacinação do prematuro

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • Youtube

VSR e bronquiolite

A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de 2 anos, e é mais comum no inverno.

Nos primeiros anos de vida da criança, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que as torna mais vulneráveis ao vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o VSR pode ser responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias no primeiro ano de vida das crianças. Além dele, o adenovírus, o rinovírus e o metapneumovírus também são transmissores.

A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias ou por contato. Ou seja: crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como em creches, estão mais suscetíveis.

A prematuridade é o principal fator de risco para hospitalização por bronquilite. Os prematuros geralmente apresentam imunidade mais baixa, em função da menor transferência de anticorpos maternos para o bebê. Por serem pequenos, suas vias aéreas (brônquios, bronquíolos) são menores, o que eleva ainda mais o risco. Somado a isso, a baixa reserva de energia (pelo baixo peso), as infecções recorrentes e uso de alguns medicamentos também contribuem para que eles estejam entre os mais afetados pela doença.

Os sintomas iniciais são bem parecidos com os da gripe: febre, não necessariamente alta, tosse seca e nariz escorrendo. No terceiro e quarto dias, há o pico da doença, quando o estado geral do seu filho pode piorar e ele pode apresentar falta de ar, por exemplo. Diante desses sinais procure o pediatra. “Quanto mais nova for a criança, maiores serão os riscos de um agravamento da infecção”, alerta Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra e diretora do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital e Pronto-Socorro Infantil Sabará (SP).

Nos casos mais leves, quando não há desconforto respiratório (tosse com chiado ou falta de ar), você pode cuidar de seu filho em casa, controlando a febre e mantendo-o sempre hidratado, com mamadeira ou leite materno. A internação só é necessária quando a criança precisa de cuidados mais específicos no hospital, como hidratação (receber soro por via venosa), oxigenoterapia (aplicação médica de oxigênio, que pode ocorrer por inalação, por exemplo) e de fisioterapia respiratória (exercícios que ajudam a eliminar secreções), para que o desconforto seja atenuado.

(adaptado de Revista Crescer, por Luisa Tenente)

E como prevenir?

Nos meses mais frios ou chuvosos, (em especial de abril a agosto) grande parte das crianças até 2 anos é infectada pelo VSR  sem grandes consequências. Porém para os cardiopatas e prematuros, isso pode até significar um retorno à UTI. O número de reinternações, inclusive com uso de oxigênio, é alto entre cardiopatas infectados pelo VSR, e pode deixar sequelas, como chiados no peito.

Para evitar a contaminação pelo vírus é recomendado:

- o cuidado é importante não somente na UTI usando as máscaras, mas também em casa com a higienização das mãos, lavando-as bem com sabonete e utilizar ácool gel sempre que for tocar o bebê porque o vírus permanece vivo nas mãos por 30 minutos;

- sempre higienizar os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24h);

- evitar o contato com pessoas com sintomas respiratórios;

- arejar o ambiente, facilitando a troca de ar no mesmo;

- manter o calendário de vacinação da criança em dia;

- vacinação atualizada também de todas as pessoas que lidam com o pequeno;

- evitar frequentar ambientes fechados e com aglomerados de pessoas, principalmente durante o período de maior circulação do vírus, em lugares como supermercados, shopping centers, praças, etc.;

- sempre que possível, priorizar o aleitamento materno, deixando seu pequeno saudável;

- evitar o contato do bebê com crianças mais velhas, adultos com sintomas de resfriados ou gripes, com fumantes e com ambientes poluídos;

- creches e escolas devem ter políticas para evitar a transmissão dentro do estabelecimento de ensino, como, por exemplo, com o incentivo a higienização de mãos e também para desinfecção de brinquedos e todos os outros materiais;

- considerar o retardo no início de frequência a escolas e creches, se possível.

(recomendações retiradas do texto Dicas práticas para evitar o VSR)

Outro recurso de prevenção contra o VSR é o medicamento palivizumabe.

O palivizumabe é um medicamento (e não uma vacina) caro, custa em média R$5 mil a dose e uma criança do grupo de risco deve tomar 5 doses. Em 2013 ele passou a ser disponibilizado pelo SUS, conforme a portaria n. 522 de 2013.

Cada Estado brasileiro possui um protocolo diferente de distribuição do palivizumabe. E infelizmente, nem todos seguem a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, que é de vacinar todos os prematuros nascidos com menos de 28 semanas e 6 dias, que tenham menos de 1 ano de idade no inicio do período de sazonalidade do vírus. A maioria dos Estados garante a imunização apenas para estes bebês, o que deixa de fora muitos pequenos super vulneráveis.

Outra informação importante presente nas diretrizes da SBP, é de que bebês hospitalizados durante a estação sazonal do vírus e que preencham critérios para receber o medicamento devem ser imunizados ainda no hospital, sendo que isso pode ser feito após 7 dias de vida do bebê desde que ele esteja clinicamente estável.

E os pacientes na UTI que não se encaixam no protocolo do palivizumabe têm o direito de receber as doses pelo convênio enquanto internado.

(texto adaptado de Pequenos Corações)

Acesse o documento completo com as recomendações oficiais da Sociedade Brasileira de Pediatria aqui.

A nota técnica do Ministério da Saúde (2015) sobre o uso do palivizumabe, seguido pela marioria dos Estados, você encontra aqui.

O medicamento já está disponível nos centros de aplicação de todo o país e o cadastramento ja começou. Informe-se com seu pediatra!

Veja o período de sazonalidade do VSR em cada região do Brasil clicando aqui.

Saiba como ter acesso ao palivizumabe!