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Redução de partos prematuros exige envolvimento da sociedade brasileira

21/11/2014 prematurobrasil-300x219

A conquista pelo Brasil de taxas de prematuridade e de cesáreas aceitáveis constitui um grande desafio.

(Foto: Divulgação/Governo de São Paulo)

Todos os anos, cerca de 13 milhões de crianças no mundo nascem prematuras (antes de 37 semanas de gestação), ou seja, cerca de um em cada dez bebês nascem muito cedo.

No Brasil, a taxa de prematuridade em 2011, de acordo com recente pesquisa “Nascer no Brasil”, foi de 11,3%. Um valor elevado, considerando, por exemplo, que na Inglaterra esse indicador é 55% menor.

Com esse foco, o Ministério da Saúde (MS), através da Rede Cegonha, que tem entre seus objetivos a redução da morte materna e neonatal, vem buscando enfrentar as causas da prematuridade.

Foram feitos investimentos para que os municípios possam melhorar a qualidade do pré-natal na atenção básica à saúde, garantindo mais exames e testes rápidos para diagnostico de sífilis e HIV.

O estímulo ao parto normal também vem sendo reforçado, através do financiamento de nova estrutura de atendimento ao parto, que é o Centro de Parto Normal.

Nesse tipo de estabelecimento, enfermeiros e obstetras realizam partos normais de baixo risco, como acontece na maioria dos países europeus que possuem índices de cesárea dentro do parâmetro considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, até 15-20% do total e não 56%, como acontece no Brasil atualmente (taxa de cesárea de 2012).

A conquista pelo Brasil de taxas de prematuridade e de cesáreas aceitáveis constitui desafio que exigirá o envolvimento de toda a sociedade brasileira.

Na semana marcada pelo dia mundial da prematuridade, é importante a reflexão sobre esse grave problema que envolve mulheres, famílias, entidades da sociedade civil de defesa da mulher e da criança, gestores e profissionais da saúde.

Prematuridade

É preocupante a proporção de bebês que nascem com 37 ou 38 semanas, que não são prematuros, mas têm menos peso e maturidade (principalmente pulmonar) do que se tivessem nascido com 39 ou 40 semanas.

Assim como ocorre com prematuros, esses recém-nascidos têm maior risco de internação em UTI, de apresentarem complicações e virem a ter sequelas ou mesmo morrer. Essas condições ligadas à prematuridade constituem a primeira causa de óbito neonatal no Brasil.

Entre as causas da prematuridade estão infecções na gravidez, como infecção urinária e infecções vaginais e o tabagismo na gravidez.

Pesquisas revelam, ainda, a associação entre o excesso de cesáreas sem indicação precisa, inclusive cesáreas “eletivas”, com data marcada, como uma das causas de nascimento prematuro e nascimento de recém-nascidos a termo, mas precoces, com 37-38 semanas de gestação.

Rede Cegonha

A Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da Saúde que visa implementar uma rede de cuidados para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Esta estratégia tem a finalidade de estruturar e organizar a atenção à saúde materno-infantil no País e será implantada, gradativamente, em todo o território nacional, iniciando sua implantação respeitando o critério epidemiológico, taxa de mortalidade infantil e razão mortalidade materna e densidade populacional.

Fonte: Portal Brasil (Notícia original publicada em 21 de novembro de 2014, por Portal Brasil)


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