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Prematuros e bronquiolite: tudo que você precisa saber!

12/07/2012


     Bom dia, pessoal! Tudo bem?
     Hoje resolvi postar novamente sobre... bronquiolite! Ok, assunto meio manjado quando se fala de prematuridade. Mas estamos em pleno inverno, período de maior circulação do vírus, e não custa relembrar.
     Para os prematuros, o contato com o Vírus Sincicial Respirtatório (VSR), causador da bronquilite, pode ser muito, muito grave, em função das sequelas pulmonares que a prematuridade pode deixar (entre elas a displasia broncopulmonar).
     Então entenda um pouco mais (ou relembre) sobre a doença, como identificar os sintomas, prevenção, tratamento e como os prematuros podem ser beneficiados por uma medicação especial.
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O que é?  


     A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de 2 anos, e é mais comum no inverno. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais vulneráveis ao vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da doença. Além dele, o adenovírus, o rinovírus e o metapneumovírus também são transmissores. A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias ou por contato. Ou seja: crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como em creches, estão mais suscetíveis.
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Por que a bronquiolite é tão perigosa para os prematuros?
     A prematuridade é o principal fator de risco para hospitalização por bronquilite. Os prematuros geralmente apresentam imunidade mais baixa, em função da menor transferência de anticorpos maternos para o bebê. Por serem pequenos, suas vias aéreas (brônquios, bronquíolos) são menores, o que eleva ainda mais o risco. Somado a isso, a baixa reserva de energia (pelo baixo peso), as infecções recorrentes e uso de alguns medicamentos também contribuem para que eles estejam entre os mais afetados pela doença.
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Quais são os sintomas?
     Os sintomas iniciais são bem parecidos com os da gripe: febre, não necessariamente alta, tosse seca e nariz escorrendo. No terceiro e quarto dias, há o pico da doença, quando o estado geral do seu filho pode piorar e ele pode apresentar falta de ar, por exemplo. Diante desses sinais procure o pediatra. “Quanto mais nova for a criança, maiores serão os riscos de um agravamento da infecção”, alerta Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra e diretora do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital e Pronto-Socorro Infantil Sabará (SP).
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Como tratar?
     Nos casos mais leves, quando não há desconforto respiratório (tosse com chiado ou falta de ar), você pode cuidar de seu filho em casa, controlando a febre e mantendo-o sempre hidratado, com mamadeira ou leite materno. A internação só é necessária quando a criança precisa de cuidados mais específicos no hospital, como hidratação (receber soro por via venosa), oxigenoterapia (aplicação médica de oxigênio, que pode ocorrer por inalação, por exemplo) e de fisioterapia respiratória (exercícios que ajudam a eliminar secreções), para que o desconforto seja atenuado. As crianças que integram os grupos de risco têm mais chances de serem hospitalizadas. “Prematuros extremos, cardiopatas e pneumopatas (que têm doença pulmonar) são mais sensíveis a essa doença”, explica Fátima. Em algumas situações de agravamento da bronquiolite, o bebê pode até mesmo seguir para a unidade de tratamento intensivo (UTI).
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Como prevenir?
     Não há uma vacina específica para a doença (apesar de ela já fazer parte de diversos estudos científicos), mas existem formas de preveni-la: evite levar seu filho para locais com aglomerações e contato próximo com crianças doentes. Além disso, lave sempre as mãos dele (e suas!), um cuidado fundamental para evitar diversas doenças. Mantenha também em dia a carteira de vacinação, para que não haja infecção mista, ou seja, além da bronquiolite, outro vírus ou uma bactéria instale-se e complique o quadro. O principal é você ficar atenta ao aparecimento dos sintomas e buscar um médico o quanto antes.
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Período de maior circulação do vírus
     Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-oeste, ele ocorre nos meses de Abril a Maio.


     No sul, o pico de VSR ocorre entre Junho e Julho, juntamente com a estação do vírus da influenza. Dados sobre a Região Norte não estão disponíveis.


     Importante lembrar que medidas que ajudam a evitar a propagação do vírus devem ser tomadas o ano todo, e não apenas nesses períodos. Lembre-se sempre de LAVAR AS MÃOS, de evitar aglomerações e de estar sempre em dia com o calendário de vacinação do pequeno.
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Medicação especial para bebês prematuros

     O Synagis (palivizumabe) é um anticorpo desenvolvido em laboratório para impedir a infecção pelo VSR e atenuar seus sintomas, que reduz em até 55% as internações em situações graves.
     Crianças com risco de agravamento são beneficiadas com uma dose intramuscular mensal, no período de maior circulação do vírus totalizando 5 doses anuais.
     As indicações são para:
     - Bebês prematuros que nasceram com até 28 semanas de gestação que não tenham desenvolvido displasia broncopulmonar (medicar até 1 ano de vida).
     - Crianças menores de 2 anos com cardiopatia congênita que exija tratamento clínico e/ou cirúrgico;
     - Crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar), que necessitem de tratamento para tal nos 6 meses precedentes à estação do VSR (de Novembro a Abril)
     Alguns estados como o Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná fornecem o medicamento gratuitamente mediante preenchimento de formulários. Converse com seu pediatra, que poderá lhe fornecer a documentação necessária para iniciar o processo, que geralmente são formulários específicos, laudos médicos, histórico de saúde do bebê, bem como cópias de alguns documentos.
     Em outros Estados onde o medicamento ainda não é fornecido gratuitamamente, a dica é procurar informações com as equipes de saúde, nas Farmácias Especiais do seu Estado e nos CRIE (Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais) da sua região (veja aqui onde encontrar o CRIE mais perto de você).
     Se o seu prematuro faz parte do grupo de risco, e mesmo reunindo toda documentação você não conseguiu o Synagis, não se desespere! É óbvio que é angustiante saber que seu filho poderia estar (mais) protegido, mas CALMA! Siga todos os cuidados necessários para ele fique o mais seguro possível, tomando todos os cuidados de higiene, evitando locais com muita gente e contato com pessoas doentes, além de manter o calendário de vacinação do pequeno sempre em dia.


Pesquisa sobre o Synagis
     O site Projeto Pequenos Guerreiros, nosso parceiro na causa prematura, está levantando dados sobre o medicamento para ajudar, de alguma forma, a democratizar o acesso ao tratamento (que é ABSURDAMENTE caro!!!). Imaginem a agonia pela qual não passam as mães prematuras que não conseguem a medicação?!?! Imaginem a vida do seu filho em risco duplamente pela falta de uma vacina importantíssima (sim, porque a prematuridade por si só já traz riscos)?!?!?
     Vamos participar e contribuir com essa causa nobre? Acessem então "Pesquisa sobre Synagis". Os prematurinhos e os defensores da causa agradecem!
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Fontes: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI303327-10588,00-BRONQUIOLITE+O+QUE+E+COMO+PREVENIR +E+COMO+TRATAR.html | http://www.sbp.com.br/pdfs/diretrizes_manejo_infec_vsr_versao_final1.pdf

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     Quer mais informações sobre vacinas em prematuros? Clique aqui.



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