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Pietro guerreiro

25/07/2017 Pietro.

"Estávamos tentando engravidar há 3 anos, mas minha tuba esquerda era obstruída, o que dificultava eu engravidar. Em setembro de 2015, fomos até um médico de reprodução humana e decidimos fazer a fertilização em fevereiro, mas no dia 25/12 descobrimos que eu estava grávida naturalmente! Infelizmente, no dia 27/02, acordei com o meu pijama molhado e descobri que aquilo não era xixi e sim a minha bolsa que acabara de furar com apenas 13 semanas e 5 dias de gestação! Fiquei internada por uma semana e meu médico sugeriu a interrupção da gestação devido a bolsa rota.

O motivo do rompimento da bolsa antes do tempo correto é comum ocorrer quando há infecção, por impacto ou espontaneamente que foi o meu caso. Fiquei internada por uma semana para descartarmos a hipótese de infecção e decidir o que faríamos. Nessa semana, passamos pelos piores momentos, os quais nunca imaginávamos passar. Meu médico informou os riscos que correríamos caso decidíssemos levar a gestação adiante, fez a parte dele já que caso eu viesse a ter uma infecção minha vida é que estaria em jogo. Decidimos que enquanto não houvesse o mínimo risco de morte para mim e o mínimo de chances do nosso bebê sobreviver, iríamos tentar. Apesar da minha bolsa ficar praticamente sem líquido, o coração do meu filho batia a todo vapor e não tínhamos coragem de interromper sua vida assim! Escutamos a opinião de mais dois médicos, e ambos achavam que não tínhamos que levar a gestação adiante sugerindo a interrupção da gestação. Foi então que Deus colocou alguns anjos no nosso caminho, e o maior de todos foi o Dr. Magro (José Antonio Marques) que, apesar dos riscos, disse que poderíamos tentar levar a diante.

A partir de então, começamos a controlar o surgimento de uma infecção semanalmente com exames de hemograma e PCR todos os domingos, além da US todas as terças-feiras. Apesar de termos informações que estudos evidenciavam não ser possível uma cicatrização na bolsa, com repouso absoluto e muita água, consegui chegar a um ILA de 11 e assim chegamos até às 30 semanas e 5 dias em conjunto com os médicos de medicina fetal Dr. Victor Bunduki, Dr. Javier Miguelez e Dra. Elen Freire.

Nosso guerreiro Pietro nasceu no dia 24/06 às 13h05 com 670g. Ele chegou a 585g, saiu do hospital no dia 09/12 com 2.730 gramas e hoje, dia 16 de janeiro está com 3.520g. Nosso Pitico nasceu perfeito, sem nenhuma sequela como haviam citado que ele correria esse risco. Passamos 169 dias na UTI do hospital Pro-Matre onde só temos que agradecer! Ele passou por vários milagres dentro da UTI: 72 dias entubado, 20 dias no CPAP, duas enterocolites, mais de 30 dias no total em jejum por conta disso, uma sepse, suspeita de Atresia de Vias Biliares e, por conta disso, uma colestase grave, cirurgia de hérnia inguinal bilateral, 8 transfusões de sangue, e passou por tudo isso com muita garra e muita força!

Nosso guerreiro foi muito bem cuidado e gostaríamos de deixar aqui nosso eterno agradecimento a toda equipe Pro-Matre, as técnicas de enfermagem, enfermeiras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e aos médicos sempre muito carinhosos Dra. Cecilia, Eduardo, Cris, Vivi, Thais, Gabi e Sandra. Hoje só tenho uma mensagem para deixar a todas vocês: nunca desistam do sonho de vocês, mas, junto com o sonho, carreguem uma coisa chamada fé. Fé em Deus, só Ele pode nos sustentar nos momentos mais difíceis e permitir que nosso sonho se torne realidade! Passamos por tudo isso com uma única certeza: TUDO PODEMOS NAQUELE QUE NOS FORTALECE!"

(relato da mamãe Lucimara Silva Baroni, enviado em 2017)



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