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Notícia | A importância da presença dos pais na UTI Neonatal

27/10/2011


     Ok, quanto mais presentes os pais forem no período de internação na UTI, melhor para o bebê, fato. Mas vale lembrar: é impossível estar o tempo todo presente. Ninguém é super-homem ou super-mulher. E pai e mãe também precisam se cuidar, descansar, precisam estar bem física e psicologicamente (dentro do possível) para dar o melhor de si aos pequenos. Sei que falar é fácil, mas recomendação profissional dos médicos e psicólogos das equipes da Neo: permitam-se fazer coisas que lhes façam abstrair um pouco e que lhes dêem prazer e não se sintam culpados por não estar morando 100% do tempo no hospital, ok?


     Revista Crescer - 25/10/11


     "Na última semana, muito se falou sobre prematuros no meio científico. E o que as pesquisas mais mostram – e reforçam – é a importância da presença constante dos pais após o nascimento, principalmente no hospital. CRESCER separou as informações mais relevantes dos três últimos estudos. Confira:

Posição canguru alivia dor em prematuros

     Você já ouviu sobre os benefícios do método canguru para o desenvolvimento dos bebês prematuros, não é mesmo? Agora um novo estudo brasileiro reforça que a famosa posição reduz a dor intensa do bebê prematuro recém-nascido, independente do nível de estresse da mãe. A pesquisa foi realizada pela enfermeira Thaíla Corrêa Castral, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.
A posição canguru permite o contato pele a pele entre a mãe e o bebê. Para tanto, o bebê deve estar só de fralda e a mãe com uma camisola aberta, sem sutiã para encaixar o filho na posição vertical entre os seios. Depois, mãe e filho são envolvidos por um lençol para manter a temperatura do corpo.
     Para chegar a esse resultado, Thaíla analisou o comportamento de 42 mulheres e seus bebês durante o teste do pezinho, feito entre o 5º e 7º dia após o parto e repetido no 30º dia, em prematuros. Todos os bebês foram colocados na posição canguru 15 minutos antes da realização da coleta de sangue do calcanhar. Permaneceram na posição durante o exame e por mais 15 minutos depois do término. Também foram coletadas amostras de saliva antes e depois do exame, além de filmagens da expressão facial dos bebês e do comportamento das mães durante a coleta do sangue.
     Todo esse material foi submetido a uma análise específica com instrumentos utilizados para codificar as expressões faciais segundo a segundo. O resultado mostrou que o método canguru é sempre benéfico e diminui a dor dos prematuros mesmo quando a mãe apresenta depressão, ansiedade ou estresse. “A boa notícia é que fazer a posição canguru com o filho é capaz de tranquilizar a mãe, que sente mais segura com o bebê nos braços”, explica a pesquisadora Thaíla Castral.

Amamentação também pode reduzir a dor em bebês pré-termo


     Amamentar o bebê prematuro durante procedimentos de dor, como uma coleta de sangue, por exemplo, pode reduzir a dor da criança em até 80%, mostrou um estudo canadense. Os especialistas dividiram 57 recém-nascidos prematuros em dois grupos. O primeiro foi amamentado durante a coleta de sangue. O outro grupo recebeu uma chupeta. Durante o teste, os rostos e as mãos dos bebês foram filmados e os batimentos cardíacos foram medidos. O resultado mostrou que o grupo que recebeu aleitamento materno atingiu níveis de dor significativamente menores do que aqueles que tiveram apenas a chupeta. Além disso, o tempo necessário para coletar o sangue dos bebês foi menor naqueles que estavam sendo amamentados. Ou seja, menor tempo de exame também significa menos dor. Para a neonatologista Graziela Del Ben, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), o leite materno conforta o bebê. “O contato com o corpo da mãe ajuda a manter a temperatura corpórea. Além disso, ao sugar o leite, ocorre um aumento da glicemia do sangue do bebê, que traz mais conforto. A respiração melhora e a frequência cardíaca se acalma, fatores que ajudam a aliviar a dor”, diz a especialista.

Prematuros produzem mais sons quando os pais estão por perto


     Olha só que curioso! Cientistas americanos analisaram o comportamento auditivo e a fala de 36 bebês prematuros - nascidos com 27 semanas de gestação – que estavam na UTI do Hospital de Mulheres e Bebês de Providence, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, quanto mais os bebês ouviam a voz de seus pais, mais sons eles produziam. E isso acontecia, especialmente, quando os pais estavam por perto. Foi durante a 32ª semana que os bebês mais vocalizaram. Isso, segundo a pediatra Melinda Caskey, líder da pesquisa, mostra que eles são capazes de produzir sons antes das 40 semanas, que é o período que dura uma gravidez ideal.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI274927-15056,00-NOVIDADES+SOBRE+PREMATUROS.html




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