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Maria Sophia, milagre da vida

24/04/2018 Maria Sophia.

"Há 3 anos, Deus nos enviou o maior milagre das nossas vidas, um sonho estava sendo realizado! Nossa família se tornava completa, desde o resultado do positivo até aquele dia 06/08/14, Deus nos fez mais feliz, pois a gente não imaginava tudo que passaríamos naquele dia.

Uma gestação de muito amor, mas envolvida por um problema de hipertensão. Não imaginávamos que esse problema nos tornaria pais de um prematuro, isso: prematuro extremo de apenas 1,185 kg e 35 cm, o menor bebê que a gente já tinha visto. No momento que a vi pela primeira vez, pensei: esse é nosso bebê, nossa Sophia?! A médica falou "sim, mãe, é seu bebê" e uma mistura de felicidade e insegurança tomou conta de mim. A partir daí, a nossa realidade começava, naquele dia 06/08/14, no Hospital e Maternidade Clim, na cidade de João Pessoa (PB), com um parto prematuro de 34 semanas.

A minha pressão, difícil de controlar, chegou a 22. O medo de uma convulsão, de me deixar com sequelas ou até mesmo de me levar a morte não tirava a minha calma, fé e gratidão a Deus e a Virgem Santíssima por minha filha ter nascido com vida, mesmo sem ter uma gota de líquido na minha barriga e ela ter se desenvolvido apenas até o 7º mês. Fazia um mês que ela lutava para viver. Diante de tantos problemas, ela nasceu e foi direto para UTI Neo, onde passamos os 48 dias mais angustiantes das nossas vidas, mas também aqueles de mais fé.

Ela iria ficar apenas 15 dias, segundo a estimativa dos médicos. Dias esses suficientes para ganho de peso. Mas ecebemos a triste notícia que nossa filha estava acometida por uma infecção conhecida por enterocolite necrosante, infecção que atinge as alças intestinais, e, caso ocorresse perfuração, ela teria que ser submetida a uma cirurgia para retirada de parte do seu intestino, mas Deus não quis que isso acontecesse. Foram 21 dias de infecção, 4 fases de antibióticos, todas as etapas de ventilação mecânica. Teve dias entregue aos aparelhos, um médico chegou a desenganar, nos preparar para o seu óbito, mas Deus sempre provando que ela veio ao mundo para viver. Passou por três transfusões de sangue e depois de muitos dias de luta, por um milagre, nossa filha estava curada!

Foram 48 dias de luta até o dia da tão sonhada alta! Um mar de emoção invadia nossos corações e assim continua nossa vida até hoje. Não existe um dia que eu fale e que não me emocione. Uma emoção por ter vivenciado um milagre, por sentir cada segundo a presença de Deus agindo na nossa vida, por saber como é bom ter fé, como é grandioso o poder de Deus, e esse sentimento vamos carregar e testemunhar para o resto das nossas vidas, como forma de gratidão a Deus por tudo, pela nossa vida e da nossa filha.

Todo instante Deus nos prova o seu amor por nós. Ela fez fisioterapia até seu primeiro ano de vida e andou antes de completar um ano. Ficamos surpresos, porque foi tempos para ela conseguir fortalecer o pescoço e sua musculatura. Foram vários exames, repetidos 3 vezes, e acompanhamento médico até seus 2 anos de forma contínua. E sequelas, pelas fases de entubação e antibióticos que passou na UTI: nenhuma, que segundo os médicos poderia ter ficado com várias, mas Deus não quis e assim continuamos sem palavras para agradecer tamanho milagre. E nosso único desejo é que Deus e nossa Virgem Santíssima continue abençoando nossa filha sempre e todas as famílias e bebês que vivenciam a mesma situação que passamos, que todos coloquem tudo nas mãos de Deus, porque assim podemos ver o milagre acontecer. Abraços!"

(relato dos papais Jordelle e Armildo, enviado em 2017)



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