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Hipoglicemia | Risco para o prematuro e o dilema: acordar ou não o bebê para mamar?

06/10/2011


por BabyCenter Brasil

O que é hipoglicemia?


     Hipoglicemia significa "pouco açúcar no sangue" (baixo nível de glicose no sangue). Quando um bebê fica hipoglicêmico, e o problema não é tratado, ele pode ter problemas de saúde -- assim como qualquer pessoa. Cada célula do corpo precisa de um suprimento de açúcar (a glicose) para funcionar.
      Recém-nascidos saudáveis fabricam glicose a partir do açúcar e dos nutrientes presentes no colostro, o líquido que os seios da mãe produzem antes do leite materno em si. Mais tarde, os bebês produzem glicose a partir do leite materno já maduro.
      Quando o nível de glicose no sangue fica abaixo do recomendável, o bebê pode ficar apático, molinho, com tremores nas extremidades, e corre o risco de ter convulsões. Se a glicose no sangue ficar baixa por muito tempo, podem ocorrer lesões cerebrais.





Por que alguns bebês ficam com hipoglicemia?

     A grande maioria dos bebês saudáveis, que tenham nascido depois de 37 semanas de gestação, não corre risco de ter hipoglicemia. Eles conseguem compensar com facilidade as quedas normais no nível de açúcar no sangue. Com a amamentação no sistema de livre demanda, ou seja, sempre que pedir, o bebê obtém todo o leite de que precisa para manter os níveis de glicose estáveis.

      Alguns bebês, no entanto, correm risco de ficar com hipoglicemia. São eles: 

      • Bebês prematuros e que nasceram com baixo peso para a idade gestacional. Pode ser que eles tenham baixos níveis de glicogênio no fígado (reserva necessária para fabricar a glicose). Como eles têm poucos depósitos de gordura no corpo, também ficam sem ter de onde tirar energia extra. Além disso, como são pequenos, podem ter dificuldade de mamar.
      • Bebês de mães diabéticas.
      • Bebês que tiveram dificuldade respiratória logo depois do parto.
      • Bebês que sofreram de hipotermia (baixa temperatura do corpo).
      Os médicos costumam fazer exames para medir a glicose no sangue dos bebês que correm risco especial para a hipoglicemia. Exames de sangue analisados em laboratório são mais precisos que aqueles feitos com aparelhinhos instantâneos e uma gotinha de sangue.

Como a amamentação é afetada?
     Na década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a ficar preocupada porque, na tentativa de corrigir a hipoglicemia, os médicos estavam desestimulando o aleitamento materno, já que a primeira providência para elevar o nível de açúcar no sangue de um recém-nascido hipoglicêmico era dar fórmula artificial de leite ou água com açúcar. Essas medidas realmente corrigem rápido a hipoglicemia, mas também têm desvatagens:
      • se o bebê receber uma quantidade de fórmula muito grande, o estômago dele ficará distendido e ele "esperará" o mesmo volume quando mamar no peito, o que pode não acontecer, já que a fabricação de leite materno ainda está se estabelecendo.
      • se o bebê tomar muita fórmula, pode ficar sonolento e perder o interesse pelo seio por algum tempo.
      • a mãe pode ficar com a impressão errônea de que o leite dela não é o melhor alimento para o bebê.
      • se o bebê receber mamadeira antes de aprender a fazer a "pega" correta no seio, ele pode ter dificuldade para mamar no peito.
      • a amamentação exclusiva -- sem nenhum outro complemento -- é comprovadamente a melhor maneira de dar ao bebê proteção contra alergias e infecções.

Qual é a orientação de tratamento?
     Atualmente, a posição da Organização Mundial da Saúde é que não se sabe exatamente qual é o nível "correto" de glicemia em um recém-nascido saudável, amamentado no peito. Por isso não há muito sentido em fazer exames, a não ser que apareça algum outro sintoma preocupante. Como essa diretriz é relativamente nova, é possível que muitos pediatras ainda prefiram tratar bebês que estejam com níveis baixos de açúcar no sangue.

O que devo fazer se meu bebê só quiser dormir?
     A maioria dos recém-nascidos pede para mamar com frequência nos primeiros dias de vida. Mas há outros que ficam bastante sonolentos, e podem demorar para começar a mamar com regularidade. Às vezes, alguns medicamentos usados na mãe na hora do parto também podem deixar a criança mais sonada nos primeiros dias.
     Não há pesquisas científicas confiáveis para saber exatamente por quanto tempo se pode deixar um recém-nascido sem mamar, sem que haja prejuízo à saúde dele. O consenso dos pediatras, no entanto, é que esse tempo não passe de quatro horas no comecinho, especialmente durante o dia.
     Se seu bebê estiver muito dorminhoco, você pode dar uma mãozinha mantendo-o bem perto de você e dando bastante colo. Ele pode ficar mais estimulado a mamar se sentir o cheiro do seu leite.
     Outra estratégia que os pediatras recomendam é a de tirar a roupa do bebê, para ver se ele acorda e mama um pouco. Você pode dar até um banho morno, se ele não quiser acordar de jeito nenhum.
     Caso você esteja preocupada, procure o pediatra ou a maternidade para mais orientações. Você pode pedir aos médicos que eles tentem dar o seu leite, tirado com uma bombinha ou com sua mão mesmo (peça a uma enfermeira que ensine a técnica), num copinho ou de colherinha, em vez de partir logo para a fórmula artificial na mamadeira.
     Alguns bebês, no entanto, acabam precisando usar a fórmula no começo, por motivos médicos, como no caso de prematuros, por exemplo. Se isso acontecer com seu filho, você não precisa abrir mão da amamentação. Para orientações sobre como manter sua produção de leite, fale com os especialistas em aleitamento da maternidade ou de um banco de leite, ou ainda com o pediatra do seu filho ou seu ginecologista.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/baby/saude/hipoglicemia/


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