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Gratidão por Maria Flor

04/06/2017 mariaflorcomlogo01

"Olá! Quando escrevi este texto, minha filha completou 5 meses, sendo 1 mês em casa. Postei em meu Facebook em forma de agradecimento às pessoas que oraram por tudo que passei. Maria Flor recentemente está com 6 meses e hoje, dia 17/09, domingo, estamos super felizes pois fazem duas semanas que respira sem O2. Segue abaixo um pouco do meu relato:

Eu esperei. Esperei 7 meses para tê-la pois sabia que viria a qualquer momento. Senti medo, mas sabia que ia dar certo! Esperei 2 dias para vê-la porque ficamos separadas por duas UTIs. Esperei 40 dias para pegá-la no colo pela primeira vez, e não foi nada perto de seu pai que esperou 90 e seu irmão quase 100. Esperei pacientemente por boas notícias! Esperei ansiosamente ela crescer, pegar peso, forma, tamanho para sentir a emoção do seu primeiro "mamá" em mim. Cansei de ver bebês entrando e saindo daquela UTI neonatal e ela ainda lá, sempre estável. Cansei de chorar, por muitas vezes sozinha, no cantinho da sua incubadora, e quando chegava ao carro, daí sim... o mundo desmoronava!

Hoje, depois de tudo o que aconteceu, ainda assim percebo que absolutamente tudo valeu a pena! E se fosse para narrar resumidamente em meu testemunho a experiência dos 120 dias dentro daquela UTI, seria da seguinte forma: Eu vi e presenciei anjos personificados em médicos e enfermeiras. Estes anjos eram guiados pelos dedos de Deus para cuidar e zelar pela saúde, pela sobrevivência e, ao final, quando estava indo embora com Maria Flor no meu colo por aquela porta, percebi através de suas emoções e alegrias compartilhados o quão eles são verdadeiros, e o quanto eles existem e estão no meio de nós! Eu vi Maria, mãe de Jesus personificada em cada mãe que conheci nestes dias. Vi estas “Marias” chorando, sofrendo junto ao seu filho, com medo, visivelmente exaustas, mas com uma força e fé inabaláveis. Quantas vezes eu escutei ao sussurrar um Pai Nosso ou uma Ave Maria junto aos bips dos aparelhos. Realmente as orações soavam mais alto naqueles momentos! Contudo, eu vi Jesus em cada bebê que chegava. Em cada choro e sofrimento por picadas e mais picadas, cirurgias e procedimentos aos quais para estes pequenos guerreiros não eram nada, pois eles são infinitamente mais fortes que qualquer adulto. Ver tudo aquilo era de cortar o coração, ao mesmo tempo em que não havia melhor lugar. Era só ali, a fonte da sobrevivência. O lugar que Deus proporcionou para render, salvar e confiar! Por fim, o que mais vi, aprendi e senti foi fé, em todos os lugares. E, apesar de todo sofrimento, não havia sofrimento, pois o Pai nos movia a seguir em frente sempre mostrando que absolutamente tudo o que passamos seria para relatar um lindo milagre! Hoje, estou relatando o meu! E o sentimento é de alegria e gratidão: aos Anjos, às Marias, aos pequeninos Jesus e a Deus!

Maria Flor é o nosso pequeno milagre. Nasceu prematura de 29 semanas, chegou a pesar 1,075 kg e media 30cm. Teve duas paradas cardiorrespiratórias, passou por uma cirurgia no coração, pulmão prematuro, dois ciclos de corticoides, displasia broncopulmonar, inúmeras transfusões de sangue, 5 infecções, três extubações acidentais que acarretaram em uma estenose subglótica, o que levou a usar traqueostomia e dependência de O2. O nosso pequeno e lindo milagre, há dois meses, e graças ao trabalho dos anjos e fé de todos, veio para casa. Ainda com restrições, pois veio com traqueostomia e oxigênio por conta de sua displasia. Mas Maria Flor é uma flor. Encantadora, apaixonante, tranquila e a nossa guerreira sobrevivente. A sobrevivente de Deus. E em seu sorriso e semblante vemos Ele! E eu esperei no Senhor e confiei! Diante disso, alegria é o meu nome! Glórias sejam dadas ao Pai. Bênçãos sejam dadas à todos que torceram e oraram pela sua recuperação!"

(relato da mamãe Giselli Lugarini, enviado em 2016)



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