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Fotógrafos voluntários registram bebês prematuros em UTI Neonatal

15/11/2016 Captura de tela 2016-11-15 às 13.57.23

Fotógrafos do projeto Humanamente registram a graça e a garra de prematuros que lutam pela vida na UTI Neonatal de Ceilândia, no Distrito Federal, a 30 km de Brasília. As fotos dos bebês com fantasias vão para uma exposição.

Confira a reportagem completa aqui.

A partir desta segunda-feira (14), a Unidade de Neonatologia ganhará um colorido especial graças a exposição de um ensaio fotográfico feito com bebês prematuros que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A amostra estará disponível até o dia 20 de novembro e cada família receberá uma cópia da foto do recém-nascido.

A iniciativa surgiu a partir da parceria feita entre a equipe da Unidade, o Projeto Humanamente e as tutoras do Método Mãe Canguru. Ao todo, nove fotógrafos voluntários participaram da ação que aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro na UTI Neonatal do HRC.

Para que o ensaio fosse realizado, os servidores da Unidade de Neonatologia fizeram uma "vaquinha" e compraram o material destinado à confecção das fantasias para os bebês prematuros. Cerca de 12 mães participaram dos dois encontros da oficina proposta pela terapeuta ocupacional Hellen Delchova. Ela conta que a proposta foi copiada a partir da ideia que viu na internet de um hospital localizado nos Estados Unidos que vestiu os bebês prematuros com fantasias de Halloween.

"Por meio deste tipo de atividade podemos minimizar os efeitos negativos decorrentes da hospitalização e, assim, fortalecer o vínculo mãe-bebê e mães-equipe. Com a confecção das fantasias e das fotos, conseguimos trazer mais humanização ao atendimento, além de proporcionar um pouco de alegria neste momento tão difícil", ressalta Hellen.

Durante os dias em que os voluntários do Projeto estiveram na unidade, os bebês foram fantasiados de Mulher Maravilha, Super-Homem, Capitão América, Tartaruga Ninja, borboleta e joaninha.
MÃES - Janaína Nonato, tem 20 anos e é mãe da Ana Liz Nonato. Ela conta que a filha está na UTI Neo há dois meses por ter nascido com apenas 26 semanas de gestação e pesando 840g. "Escolhi a fantasia de Tartaruga Ninja por considerar minha filha uma guerreira desde que nasceu. Fiquei muito emocionada enquanto o fotógrafo fazia o ensaio com a Ana", revela emocionada.

Ingrid Aguiar, de 22 anos, que está com a filha, Valentina Aguiar, internada na enfermaria Canguru e da Mãe Nutriz, diz que a filha nasceu com 32 semanas de gestação e 865g. Minha filha é o meu milagre, por isso fiz uma roupinha de Mulher Maravilha para ela. Gostei muito de participar das oficinas da terapia ocupacional, pois além de ajudar a passar o tempo, fico menos tempo pensando nos problemas de saúde da Valentina", declara.

TUTORES DO MÉTODO CANGURU

Desde setembro deste ano, a Unidade de Neonatologia conta com grupo de tutores do método canguru. Com este trabalho, são desenvolvidas atividades voltadas para fortalecer o vínculo da mãe e demais familiares com o bebê prematuro ou de baixo peso.
Segundo a psicóloga Denise Percilho, o foco principal do grupo é o trabalho interdisciplinar, que envolve as equipes médica e de enfermagem e os demais profissionais da Neonatologia, como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social e psicólogo. A equipe do banco de leite humano do hospital também auxilia nas atividades ao proporcionar acolhimento e orientação às famílias dos bebês internados.

Entre as atividades de humanização do atendimento, estão: o horário ampliado para visita do pai na UTI Neonatal; dois visitantes de escolha da mãe entre às 15h e 16h, além dos avós do bebê; visita dos irmãos; tarde do cuscuz, para as mães canguru, diaristas e nutrizes; oficinas de terapia ocupacional e acompanhamento psicológico e social.

*Informações Secretaria de Saúde DF

Fonte da notícia: Globo Play (notícia original publicada em 11/11/16) e Diário de Ceilândia (notícia original publicada em 11/11/16).



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