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Estudo apresenta Facebook como estratégia de tradução do conhecimento

02/07/2018 O artigo apresenta a rede social como meio para coleta de dados e disseminação de evidências.

No final de junho, foi divulgado o artigo intitulado "Uso da rede social FacebookTM na coleta de dados e disseminação de evidências", que apresenta o uso da rede social como uma estratégia de tradução do conhecimento (Knowledge Translation). Uma das autoras é Ana Cláudia Vieira, da Universidade Federal de Pelotas (RS) e também membro do Conselho Científico Multiprofissional da Associação Brasileira de Pais de Bebês Prematuros (ONG Prematuridade.com). A temática é inovadora e a pesquisadora buscou a especialização no assunto na University of Ottawa, no Canadá. 

Segundo Ana Cláudia, o estudo foi planejado pela Dra. Denise Harrison, sua supervisora de pós-doutorado, para avaliar o uso da plataforma da mídia social Facebook como ferrramenta de disseminação do conhecimento. Ela já havia utilizado o YouTube em outros estudos semelhantes. "Isso tudo tem sido realizado sob criterioso planejamento dentro de um programa de pesquisa. A Dra. Harrison, responsável pelo Programa de Pesquisa "Be Sweet to Babies" (aqui no Brasil conhecido como"Seja doce com os bebês"), vem trabalhando com mídias sociais como uma estratégia de 'tradução do conhecimento' e foi com essa intenção que desenvolvi o meu estudo no Brasil. O que observei foi que o Facebook revelou-se como promissor em comparação ao Youtube, pois tivemos uma alta taxa de respostas e alcançamos um número maior de pessoas num menor curto de tempo", conta ela.

Os pesquisadores tem utilizado as mídias sociais para a difusão e a disseminação do conhecimento de uma maneira diferente da maneira tradicional, como publicar artigos ou fazer uma conferência, e isso tem sido feito por muitos pesquisadores em países como Canadá, Austrália, Inglaterra, entre outros. Além disso, o vídeo produzido pela Dra. Harrison na University of Ottawa e traduzido para 8 idiomas também colaborou como estratégia para disseminar as intervenções recomendadas para o alívio da dor (amamentação, uso de soluções adocicadas e contato pele a pele). Para Ana Cláudia, as redes sociais são estratégias promissoras e com amplo alcance, inseridas neste contexto de modernidade de uso constante da internet, no qual os pais e profissionais de saúde estão conectados através dos smartphones, possibilitando a comunicação instantânea. Ela afirma, no entanto, que "é fundamental lembrar que isso deve ser também mediatizado por pesquisadores e profissionais de saúde com o intuito de selecionar e avaliar as informações com conteúdo adequado. Há muita informação equivocada e que pode prejudicar ao invés de trazer benefícios à saúde".

Em entrevista especial, Ana Cláudia destaca ainda a importância da ONG Prematuridade.com na publicação, afirmando que "a ONG Prematuridade.com e seus gestores, como a Denise e a Aline, colaboraram na divulgação do estudo junto aos pais e profissionais de saúde". Ela finaliza dizendo que "trata-se de uma colaboração inédita no país para estudo desenvolvido com pesquisadores internacionais, destacando-se um novo modo de fazer ciência, com a colaboração dos usuários finais do conhecimento ou “grupos de interesse”. E, por isso, sou grata à ONG e aos seus representantes".

Leia o artigo completo em português aqui.



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