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Convulsão em recém-nascidos e crianças

20/10/2011 081208180228-large

"As crises convulsivas podem manifestar-se em qualquer idade, até mesmo em prematuros. Curiosamente, quanto menor a criança, menos expressivas elas são, às vezes até sem manifestar tremor. É preciso estar atento para perceber que algo estranho está acontecendo.

No recém-nascido, com frequência verificamos um tipo de crise chamada pelos médicos de “sutil”. Corresponde a um piscar de olhos rápido, ou sucessivos movimentos de repuxamento dos lábios ou até mesmo episódios de apneia. Embora a sutileza de sua manifestação, o olhar aguçado e experiente do pediatra neonatologista, do neuropediatra e da enfermagem do berçário de imediato detectará esta anormalidade. Para confirmar, é feito o exame eletrencefalograma poligráfico associado à observação concomitante em vídeo.

A seguir, após os três meses e até o final do primeiro ano, podem ocorrer episódios em que a criança subitamente flexiona seus membros, chora, logo relaxa, e volta a repetir esses movimentos. Inicialmente, parece uma cólica, mas ao longo dos dias a criança ficará mais tristonha ou irritada e até pode deixar de reconhecer e sorrir para os familiares. São os chamados Espasmos Infantis, uma forma grave de epilepsia deste período, cuja confirmação será feita novamente pelo eletrencefalograma. Nesses casos, o diagnóstico e tratamento precoces têm relação com o prognóstico.

Finalmente, alerto para outra forma de epilepsia que surge entre os pré-escolares e escolares: são as chamadas crises de ausência. Nesses casos, nota-se que a criança perde o contato, para de falar ou interrompe um movimento, podendo também dar algumas piscadelas, por poucos segundos, sem queda, logo retornando como se nada tivesse acontecido. Se forem mais prolongadas, a criança poderá perder a sequência do que está sendo falado, o que pode ser o motivo de baixo rendimento escolar, já que acontece várias vezes por dia. Essa é considerada uma forma benigna de epilepsia, que tende a desaparecer espontaneamente na adolescência. O diagnóstico se completa com o eletrencefalograma e o tratamento com medicação anticonvulsivante costuma dar bons resultados."

Dr. Saul Cypel (neuropediatra)

Fonte: http://revistapaisefilhos.com.br/saude/com-a-palavra-o-especialista/dr-saul-cypel/convulsao-em-crianca



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