• Parceiros oficiais:
  • Efcni
  • March of Dimes
Arraste para navegar

Bebê prematuro de 22 semanas luta pela sobrevivência

13/06/2017 415B91B400000578-4595916-image-a-26_1497280834279

Nascido com apenas 22 semanas, Austin Douglas é um dos bebês mais prematuros registrados na Grã-Bretanha. Ele nasceu em 31 de março, 18 semanas antes da hora, e desde então vem desafiando o prognóstico dos médicos, que diziam que ele tinha poucas chances de sobreviver, segundo informa o jornal inglês Daily Mail. Após mais de 2 meses de cuidados intensivos em um hospital em Birmingham, na Inglaterra, o bebê está se recuperando bem e deve receber alta no próximo mês. A mãe do pequeno garotinho se chama Helen e seu marido se chama Rhys.

Helen, 30, relatou que sentiu dores horríveis no seu estômago e sofreu um forte sangramento dias antes do pequeno nascer. Levada ao hospital, os médicos constataram que ela estava com dilatação e não havia como postergar o nascimento. Ela contou que, ao sentir as dores e passar pelo sangramento, ela tinha certeza de que algo estava errado. Na manhã do dia em que o pequeno Austin nasceu, ela revelou que sentiu um incrível impulso na barriga, como se algo estivesse empurrando o bebê para fora. Imediatamente, ela foi ao hospital procurar por ajuda médica. Ao ser examinada, ficou constatado que nada mais poderia ser feito para impedir que o garoto nascesse devido à dilatação que ela teve.

O menino nasceu de apenas 22 semanas, era do tamanho da palma da mão de sua mãe, pesava cerca de 560g e sua pele era tão fina que era possível ver seus órgãos. Os pulmões e as orelhas não tinham se desenvolvido de forma adequada. O normal é que os bebês nasçam quando completem 40 semanas de gestação. Isso significa que Austin estava um pouco mais da metade do caminho e, por isso, ele não goza do pleno desenvolvimento de todos os órgãos. "Foi-nos perguntado se queríamos assistência médica para ele, dado o quão prematuro era”, diz Helen se referindo ao fato de no Reino Unido os abortos serem permitidos até a 24º semana. “Eu disse aos médicos que, se ele saísse respirando, eu queria que eles fizessem tudo o que pudessem e eles fizeram”, completou.

Ao nascer, Austin foi levado em seguida para um hospital infantil, onde recebeu cuidados especiais. O bebê contraiu duas infecções pulmonares. Após sete semanas, ele foi transferido para outro hospital, onde se recupera bem e seus pais esperam levá-lo pra casa até 28 de julho, que seria a data aproximada de seu nascimento se não fosse prematuro, diz a mãe. “Ele cresceu muito e eu tenho que segurá-lo com duas mãos agora. Ele é maior do que a mão do meu marido. Seu batimento cardíaco é forte e a respiração por conta própria aumenta cada vez mais e a cada dia. Nós temos que levar cada dia por vez, nunca rezei tanto na vida como desde quando ele nascei, diz Helen. Ela diz que seu filho é um “milagre duplo”, já que ela tem grave síndrome de ovário policístico e os médicos haviam dito que ela provavelmente não teria filhos. “Me disseram há anos que eu provavelmente teria uma menopausa precoce e as crianças estavam fora de cogitação, então Austin tem sido o nosso pequeno milagre duas vezes. Quando descobri que estava grávida, fiquei com êxtase. Eu o amo tanto”, completa a mãe.

O médico responsável pelos cuidados com Austin, Jonathan Cusack, disse ao jornal que o bebê é um lutador. “Estamos satisfeitos com o quanto Austin está se fortalecendo. No entanto, ele ainda tem um longo caminho a percorrer”.

O que são ovários policísticos?

“A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação”, diz o ginecologista e obstetra Joji Ueno ao Minha Vida, parceiro do Catraca Livre.

Os sintomas e gravidade da doença podem variar. Para ser diagnosticado com a doença, é preciso ter pelo menos dois dos seguintes sinais:

Menstruação anormal, por exemplo, com intervalos menstruais de 35 dias, menos de oito ciclos menstruais por ano, amenorreia por quatro meses ou mais e períodos de menstruação intensa e prolongada
Níveis elevados de hormônios masculinos (andrógenos), que podem resultar em características físicas como excesso de pelos faciais e no corpo, acne adulta ou adolescente severa, calvície de padrão masculino
Pequenos cistos nos ovários identificados em ultrassonografia.

Por isso é importante que toda mulher que já entrou no período fértil consulte regularmente um ginecologista, fazendo os exames indicados para cada idade e relate qualquer alteração no ciclo menstrual ou no corpo. Leia matéria completa.

Fontes da notícia: Daily Mail, Catraca Livre e Blasting News (notícia original publicada em 12/06/17)
(Fotos: Reprodução/Daily Mail) 



Tem um bebê
prematuro?

Preencha nossos cadastro e ajude
a direcionar as ações da nossa ONG

Cadastre-se