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Amor eterno por Julya Vitoria

14/02/2017 julyavitoriacomlogo01

"Olá, tenho 17 anos e estou aqui pra contar um pouquinho da minha história.

Em agosto de 2014, descobri que estava grávida. Foi uma surpresa pra mim, pois não esperava. Foi um choque, eu estava com medo da reação dos meus pais e estava estudando ainda, cursando técnico em enfermagem, então tudo poderia mudar, pois eu carregava em meu ventre uma vida. Eu teria que não só viver por mim mas por aquela criança também. A reação dos meus pais também foi a mesma, ficaram surpresos, mas me apoiaram. Assim como as minhas colegas me apoiaram e disseram para eu não desistir de estudar e nem do bebê que estava por vir. Meu namorado ficou muito feliz, aliás era o sonho dele ter um filho.

Depois foi passando o tempo e fui pegando um grande amor pelo meu bebê. Cada ultrassom era um momento emocionante. Quando estava com 16 semanas, descobri que era uma menina, a Julya. Mesmo grávida, continuava a estudar e fazer muitos planos para a chegada da minha filha que eu já tanto amava. Mas quando completei 24 semanas veio um grande susto para mim, meu namorado e minha família. Eu fui para o hospital dia 06 de janeiro de 2015 pois tinha saído o tampão mucoso. Chegando lá, eu estava com 3 dedos de dilatação. Fiquei internada por 4 dias mas ela não nasceu. Apesar de eu estar em trabalho de parto, os médicos me mandaram para casa e me recomendaram repouso absoluto e medicação. Fiquei duas semanas sem poder sair de casa, sem poder andar muito. Foi difícil, mas era preciso. Todas as noites eu orava e pedia para que Deus me desse uma boa hora, pois estava ainda muito cedo e ela corria risco de nascer muito prematura.

No dia 24 de janeiro de madrugada, senti fortes contrações e meu namorado me levou rapidamente para o hospital. Chegando lá, eu já estava em trabalho de parto com 8 dedos de dilatação e estava com 26 semanas. Fui para a sala de parto e meu namorado estava ao meu lado. Às 06:08 da manhã nasce a minha pequenininha tão amada Julya com 32cm e 855 gramas. Foi uma grande emoção escutar o chorinho dela ao nascer! Foi parto normal e foi rapidinho. Logo colocaram ela na incubadora e entubaram. Levaram-a para a UTI Neonatal.

Fui vê-la e me emocionei muito. Tive fé, orava a cada minuto por ela e, depois de 2 dias de vida, recebi a triste notícia que destruiu meu coração em pedaços: ela não tinha resistido e faleceu às 00:20 do dia 26 de janeiro de 2015 por insuficiência respiratória grave, hemorragia pulmonar e prematuridade, e ainda teve uma parada cardíaca. Quando a vi, o meu coração não estava mais aguentando tanta tristeza. O único momento que pude pegá-la foi depois de falecida. Peguei ela no meu colo por 5 minutos, toquei o rostinho dela e a beijei com muito amor. Apenas com 1 mês que tudo aconteceu, ainda carrego um enorme vazio, uma dor inconsolável, mas prometi que por ela seria forte. Ela seria minha primeira filha, aliás, ela ainda é minha filha, um anjinho que agora está ao lado de Deus e que amarei por toda eternidade.

6 meses em meu ventre, 2 dias na Terra e para sempre em meu coração, Julya Vitoria, a mamãe apesar de ainda estar sofrendo, te ama muito."

(relato da mamãe Talita, enviado em 2015)



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