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Amazonas adota protocolo de compartilhamento do Palivizumabe

15/06/2014 bebe-vacinas-370

"Bebês prematuros de alto risco, crianças portadores de cardiopatia cianogênica ou de doenças pulmonares crônicas até 2 anos de idade, vêm sendo beneficiadas por um programa executado pelo Governo do Estado e que disponibiliza o Palivuzimabe, um medicamento biológico de alto custo produzido por engenharia genética (cada ampola sai por R$ 4,2 mil), recomendado pelo Ministério da Saúde para ser utilizado na prevenção das infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório.

O VSR, como o vírus é mais conhecido, é o agente etiológico que causa as infecções respiratórias mais graves em crianças menores de um ano de idade, principalmente prematuras ou cardiopatas.

“O Amazonas foi um dos primeiros Estados a adotar um protocolo de compartilhamento de doses Palivuzimabe. A medida permitiu à Secretaria Estadual de Saúde (Susam) implantar, ainda no ano passado, um programa para atendimento das crianças prematuras de alto risco, assim como crianças portadoras de cardiopatia cianogênica ou de doenças pulmonares crônicas, até 2 anos de idade”, explica o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim. Somente neste ano, o investimento do Governo do Estado no programa foi de R$ 714 mil, para aquisição de R$ 170 unidades do medicamento.

Antes da adoção do protocolo, a Central de Medicamentos do Estado (Cema) fazia a aquisição do Palivuzimabe para o atendimento de prescrições individuais, que chegavam ao serviço. Uma ampola do medicamento (que contém 1 ml após preparado) pode atender até cinco bebês, pois as doses são calculadas por quilo de peso e os prematuros acabam recebendo pequenas frações de dose. No entanto, uma vez aberta a ampola, seu conteúdo tem de ser utilizado em no máximo 6 horas, e acabava ocorrendo o descarte das frações não usadas. “Com o novo protocolo e um trabalho de busca ativa para identificação das crianças que necessitam do medicamento, foi possível assegurar o aproveitamento integral de cada frasco do Palivuzimabe, com as doses compartilhadas e beneficiando vários bebês”, explica Alecrim.

Pelo segundo ano consecutivo, o Estado está fazendo a aplicação do medicamento nas crianças que se encaixam no perfil do programa. “O cronograma é executado considerando a sazonalidade do vírus que, no Amazonas, circula entre os meses de janeiro a junho, período de maior intensidade das chuvas. No ciclo em andamento, 100 crianças estão sendo atendidas com o esquema, que pode ser de até cinco doses, em intervalos de 30 dias, conforme o caso”, explica a neonatologista Tatiana Carranza, que coordenada o programa executado pela Susam.

Quando o médico faz a prescrição do medicamento, a família precisa apenas apresentar a receita e a documentação da criança no serviço social da Secretaria, para que a solicitação seja encaminhada à Central de Medicamentos. “É um processo bastante rápido. No máximo em uma semana a criança já está inserida no programa”, garante a coordenadora.

Atualmente, a aplicação do medicamento para atendimento das crianças inseridas no programa funciona na Maternidade de Referência Ana Braga, localizada na zona Leste. “Estamos nos organizando para, já no próximo ciclo do programa, ampliar essa rede, com mais três postos de atendimento: na Maternidade Balbina Mestrinho, no Instituto da Mulher Dona Lindu e em um Centro de Atenção Integral à Criança ainda em fase de definição”, destacou Tatiana Carranza.

A coordenadora informa que, neste segundo ciclo, o programa passou a contar com o apoio do Ministério da Saúde, que enviou 80 ampolas do medicamento para execução do cronograma sazonal. Estas doses, junto com as 170 adquiridas pela Susam, totalizaram 250 unidades do medicamento utilizadas para as ações do programa neste ciclo."

Fonte: Amazonas Noticias (notícia original publicada em 11 de junho de 2014)



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