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Alice: princesa que virou anjo

07/03/2017 ODUD9Q0

"Minha história começa em março de 2013 quando descobri que estava grávida. Apesar de não ser nada planejado, ficamos todos muito felizes! Descobrimos com 4 meses que teríamos uma menina, nossa princesa Alice. Todos os dias eu agradecia por isso e por ter uma gestação tão tranquila. Nunca tive enjoos, dores de cabeça, infecção urinária, nada!

Com 22 semanas, comecei a fazer uns picos hipertensivos, mas minha GO na época dizia ser normal. Alice já acusava baixo peso no ultra morfológico, mas tanto o ultrassonografista quanto a GO disseram que não tinha com que nos preocuparmos. Com 27 semanas, eu acordei muito ansiosa. Fui trabalhar, mas não conseguia prestar atenção em nada. Meu próximo ultra estava marcado para 29 semanas e eu não aguentaria esperar mais 15 dias. No dia seguinte, acordei cedo e pedi ao meu noivo para que fossemos fazer um ultra pago. Chegando lá, começou todo nosso desespero. Alice era extremamente pequena e meu líquido era imensurável. A circulação da minha placenta estava totalmente comprometida. Fui internada e ninguém sabia me dizer o que ocorria, diziam que meus picos hipertensivos não eram tão frequentes e não causariam tamanha restrição.

Enfim, fazia Doppler dia sim, dia não. Até que uma semana depois não deu mais para segurar. Eu corria risco de vida e tivemos que fazer o parto. Alice nasceu com 28 semanas, 475g e 29cm. Por incrível que pareça, chorando muito, de olhos abertos e com Apgar 7/8.

Foi pra UTI Neo e brigava com todos que queriam pegá-la, brava como só! Só ficava tranquila quando estávamos por perto. Mas, infelizmente, nossa guerreira só aguentou quatro dias, nos deixou em uma segunda, às 07:00h da manhã por hemorragia pulmonar. Como disse a pediatra, era muita força para pouco peso. Só pude pegá-la no colo já sem vida e não tenho nenhuma foto, pois diziam que eu não poderia entrar com celular para tirar fotos dela. Só guardo na memória e no coração os dias da nossa princesa.

Hoje, depois de muita investigação, sei que tenho trombofilia e que essa foi a causa da perda da minha filha. Na época, eu pesquisei aqui no site e perguntei aos médicos sobre, mas muitos nem sabiam o que era.

O Prematuridade.com nos ajudou muito no tempo de internação e quando Alice nasceu. Eu procurava aqui informações e apoio para o que viria a enfrentar. Quero dizer às mamães que não venceram a prematuridade que, por mais que pareça difícil, é possível vencer esse trauma. Nossos anjos também são guerreiros e nos ajudam na nossa caminhada. Tenho fé que ainda terei outros filhos e que, prematuros ou não, serão tão guerreiros quanto nossa princesa!"

(relato da mamãe Cíntia, enviado em 2015)



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