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A foto de uma mãe amamentando sua filha prematura que viralizou

05/06/2016


Por CHAUNIE BRUSIE (adaptado de Babble.com)

A amamentação é sempre um feito impressionante, mas amamentar um bebê que nasceu de apenas 28 semanas? Isso é ainda mais impressionante.

[caption id="attachment_16403" align="aligncenter" width="630"]13265967_1049992985049118_3348201557802983858_n Fonte da imagem: Keri BARCELLOS-Putt / "Breastfeeding Mama Talk"[/caption]

Mãe de três filhos, Keri Barcellos-Putt, postou esta imagem para a página de Facebook "Breastfeeding Mama Talk", de sua pequena Dahlia, com 1 mês de vida.

Junto com a imagem, Keri compartilhou um pouco sobre o que ela e sua menina haviam passado:

"Isto fui eu e minha menina hoje. A nossa primeira vez também! Ela completou 4 semanas hoje. Nasceu de 28 semanas. A bolsa estourou com 21 semanas e a única opção foi o término da gravidez. Foram 2 semanas de repouso repouso absoluto em casa e mais 5 semanas de repouso absoluto no hospital até que ela nasceu de uma cesária de emergência devido à descolamento prematuro da placenta. Os médicos achavam que ela não iria sobreviver porque não tinha água para os pulmões para se desenvolverem. Agora ela está aqui e está saudável. Nunca precisou de oxigênio. Ela estaria com 32 semanas hoje e disseram que eu não seria capaz de fazer antes de 34-36 semanas. Ela está provando o contrário! "

A página "GoFundMe" de Keri explica as circunstâncias que levaram a filha do casal ter nascido prematuramente. Depois que ela experimentou o sangramento no início de sua gravidez, Keri disse ao Huffington Post que ela foi diagnosticada com um hematoma subcoriônico (um sangramento em parte de ou perto da placenta), o que lhe foi dito que estava resolvido em seu ultrassom de 18 semanas. Apesar da garantia de que estava tudo bem,  a bolsa de Keri estourou prematuramente com apenas 21 semanas e 3 dias de gestação, uma condição chamada de ruptura prematura das membranas (RUPREME).

Pelo fato de que muitos hospitais não investem em um bebê tão prematuro (a idade de viabilidade, que é a menor idade gestacional que um bebê pode ser mantido fora do útero, ainda é subjetiva e varia dependendo da política de cada instituição e dos recursos hospitalares - muitos hospitais, por exemplo, consideram que o limite de viabilidade é de 24 semanas), a parteira de Keri lhe deu a opção de tomar medicamentos para induzir o parto ou esperar por seu corpo e entrar em trabalho de parto, pois estatisticamente, na maioria dos casos de final RUPREMA a mãe acaba entrando em trabalho de parto muito rapidamente. Em outras palavras, não havia esperança e ela deveria estar preparada para dizer adeus ao seu bebê; ela tinha acabado de saber que era uma menina...

Keri se negou a induzir o parto e se apegou à a esperança de que ela ela haveria de esperar tempo suficiente para dar à filha uma chance de lutar.

Após um repouso absoluto em casa, Keri conseguiu "segurar"  a gravidez por duas semanas, tempo suficiente para ser admitida no hospital para acompanhamento e administração de esteróides, que ajudam os pulmões do bebê a se desenvolver o suficiente para funcionar no caso de um parto prematuro. Ela fez mais cinco semanas de repouso no hospital antes que houvesse o descolamento da placenta. Pouco depois, Dahlia nasceu através de uma cesária de emergência e pesava apenas 1,489kg.

Até agora, Dahlia está saudável para tudo o que ela passou, não mostra quaisquer sinais de problemas comuns aos bebês prematuros, tais como hemorragias cerebrais ou problemas oculares. E Keri está determinada a amamentar o seu bebê através de todos os meios necessários, pois ela acredita que é importante não só para a saúde do Dahlia, mas também para sua própria ligação e vínculo com a filha.

"Ao longo de todo esse processo eu me culpei e senti como se meu corpo tivesse falhado com a Dahlia, por isso, embora a maioria das coisas estejam fora do meu controle, eu sinto que tenho algum controle sobre sua alimentação", disse Keri ao The Huffington Post. "Eu estou extraindo leite e quero amamentar, eu devo isso a ela e isso me ajuda a me redimir em algum sentido. Eu perdi metade da minha gravidez e a amamentação é uma maneira de me relacionar com ela e me sentir útil a ela."

[caption id="attachment_16404" align="aligncenter" width="630"]575061d312000025008952d1 Fonte da imagem: Keri BARCELLOS-Putt / The Huffington Post[/caption]

Na página GoFundMe, a família de Dahlia também compartilhou quanto progresso que ela fez, dizendo que a pequena superou todas as expectativas. "Ela ganhou uma 595g em seu primeiro mês de vida!", escreveu a família. "Ela já começou a tentar mamar no peito e embora ainda não seja para realmente nutri-la, ela está se beneficiando da ligação com a mãe e está aprendendo. Está tolerando toda a dieta por sonda neste momento e tem tido muito poucos episódios de apneia (que consegue reverter sozinha rapidamente). Ela é um milagre em todos os sentidos! "

Fonte: Babble.com e The Huffington Post


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