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VSR está em alta circulação

O Vírus Sincicial Respiratório, responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite e pneumonias, circula em cada região em diferentes épocas do ano e pode ser fatal em bebês prematuros. (Foto: Divulgação)

Febre baixa, tosse e coriza anunciam que um resfriado está chegando, não é? Nem sempre. Facilmente confundido com uma gripe, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) está em sua temporada de alta circulação, especialmente nas regiões norte e nordeste do Brasil, e todo cuidado é importante. O vírus, responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite e pneumonias nos pequenos, circula em cada região em diferentes épocas do ano e pode ser fatal em bebês prematuros.

A Sociedade Brasileira de Imunização e o Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam imunização preventiva de bebês prematuros (nascidos na “estação do vírus”) e cardiopatas ou broncodisplásicos, por sofrerem mais o impacto da infecção pelo VSR (Virus Sincicial Respiratório). A imunização contra VSR em bebês prematuros ou cardiopatas é fornecida pelo SUS e faz parte dos novos procedimentos aprovados pela ANS, e que devem ser fornecidos por planos de saúde particulares.

Sazonalidade do Vírus

Segundo a pediatra neonatologista Briza Rego Rocha, o vírus, que possui caráter sazonal, pode existir o ano inteiro. O VSR geralmente circula nas estações de outono e inverno nos países de estações bem definidas, apesar de não estar relacionado a baixas temperaturas. Para bebês prematuros, pode causar infecções respiratórias graves, hospitalizações recorrentes, com necessidade de ventilação mecânica; em crianças acima de dois anos e adultos saudáveis causa sintomas semelhantes aos de um simples resfriado, mas pode ser fatal em caso de bebês prematuros ou com fatores de risco associados.

Aqui você pode conferir os períodos de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e de aplicação do palivizumabe, por região.

Palivizumabe

Infelizmente, o VSR, assim como a maioria dos vírus, não possui tratamento. A boa notícia, contudo, é que ele pode ser evitado. Bebês prematuros, nascidos com menos de 29 semanas, portadores de cardiopatia congênita, podem receber a imunização contra o VSR pelo SUS – a época e os critérios de imunização podem variar de Estado para Estado. A imunização contra VSR também passou a ser incluída nos procedimentos obrigatórios oferecidos por planos de saúde privados, segundo atualização da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

De acordo com ela, “para esse grupo específico, um tratamento injetável à base de palivizumabe, tipo de anticorpo com ação neutralizante e inibitória do vírus, deve ser administrado entre os meses de janeiro e maio, quando a incidência de VSR é maior na região. O anticorpo dura 30 dias dentro do organismo e, ao todo, são injetadas cinco doses de forma intramuscular, sendo uma a cada mês”.

Estatísticas preocupantes

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os 10 países com maior número de nascimento de bebês prematuros, índice que coloca o país em posição semelhante aos países de baixa renda.

O VSR é duas vezes mais comum que o rinovírus, segundo dados do estudo BREVI que acompanhou, por um ano, 303 bebês nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação, em três centros de pesquisa (Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto). Já o estudo Previne (Prevalência, Fatores de Risco, Índices de Codetecção e Sazonalidade de Vírus Respiratórios em Crianças com Infecções no Trato Respiratório Inferior no NE do Brasil) realizado nas cidades do Nordeste identificou que o VSR é 40% mais comum entre bebes com infecções graves.

Saiba mais

Bronquiolite e pneumonia são suas formas frequentes de manifestação de infecção causada por VSR. A longo prazo, uma das suas consequências mais comuns é o chiado recorrente no peito, que pode perdurar até os 13 anos de idade. Não há tratamento específico para a infecção por VSR e, por isso, medidas profiláticas para evitar o contágio e a transmissão do vírus são essenciais.

O calendário de imunizações para bebês prematuros pode ser consultado no site da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Além dos anticorpos, entre as medidas preventivas incluem-se lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê (o vírus permanece vivo nas mãos por mais de uma hora); evitar aglomerações; higienizar sempre os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24 horas); evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes e também evitar contato com fumantes e ambientes poluídos.

Fonte: Cidade Verde e A Crítica (notícias originais publicadas em 2018).



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