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Cuidados com a alimentação do bebê prematuro vão muito além da alta hospitalar

fono

"Dificuldades Alimentares Infantis são muito comuns em bebês e crianças. Há poucas pesquisas que abordem as principais causas da dificuldade alimentar infantil, mas alguns estudos apontam como fatores de risco a prematuridade.

Muitos dos desafios que o bebê prematuro enfrenta ao nascer estão intimamente relacionados a alimentação. Bebês com idade gestacional inferior a 32 semanas vão necessitar de uma outra via de alimentação até conseguirem aprender a sugar e coordenar a sucção com a respiração e a deglutição.

Além disso muitos dos problemas médicos associados a prematuridade extrema (cardiopatias, doenças gastrointestinais, problemas respiratórios, atraso neuro-motor, etc) impactam diretamente no conforto e na habilidade da sua alimentação.

A associação entre problemas médicos (como os citados acima) e orais (inabilidade para sugar por exemplo) atinge até 50% das crianças com dificuldades para se alimentar.

De que modo tudo isso pode interferir na aceitação dos alimentos pelo bebê prematuro?

O ato de sugar, engolir e mastigar realizado pela boca é importantíssimo. A coordenação entre sucção/deglutição/respiração utilizada precocemente para amamentação é um movimento rítmico e base para o aprendizado alimentar.

É esse ritmo que ajuda o leite ir da frente para trás na boca do bebê e possibilitar a amamentação. Essa coordenação ritimada é bem importante para que posteriormente o bebê possa realizar a sucção do alimento na colher.

Os bebês que apresentaram prematuridade extrema, problemas neurológicos, anatômicos, baixo peso ao nascer, problemas cardíacos, etc e que tiveram dificuldade nessa primeira etapa, podem apresentar certa resistência ao início da introdução alimentar complementar.

Por isso todo o processo de alimentação do bebê prematuro necessita de atenção e assistência especial. E é importante deixar bem claro que essa assistência não se encerra na alta hospitalar.

O trabalho essencial realizado por fonoaudiólogos nas UTIs neo-natais é apenas e tão somente o primeiro passo para o início da jornada alimentar do bebê.

Estudos comprovam estatisticamente que bebês prematuros apresentam significativamente mais dificuldade na Introdução da alimentação complementar quando comparados a bebês nascidos a termo, mesmo com idade corrigida.

Isso pode acontecer por que mesmo com a idade corrigida alguns bebês podem não apresentar as habilidades motoras orais e sensoriais necessárias para a introdução dos alimentos. Ou seja, por não possuírem ainda as condições necessárias para conseguir comer de modo eficiente, acabam alterando seu comportamento. Choram, recusam, viram o rosto ou só aceitam os alimentos se estiverem distraídos. Para os pais essa situação pode se tornar ameaçadora gerando ansiedade, preocupação e a prática de atitudes contra-producentes como distrair o bebê para comer, força-lo ou atrasar a introdução da alimentação complementar.

Por isso, numa parceria da Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira (Crfa.5567), do Instituto de Desenvolvimento Infantil, com a ONG Prematuridade.com, vamos começar a falar sobre esses aspectos que envolvem a alimentação do bebê prematuro.

Você vai saber identificar as habilidades que seu bebê precisa para ter o Início da alimentação complementar com tranquilidade. Vai compreender que comer vai muito além da boca e do estômago e vai ainda receber orientações para tornar esse momento prazeroso para seu bebê e sua família."

Fonoaudióloga Patrícia Junqueira



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