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Bronquiolite

preemie

O que é?

A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de 2 anos, e é mais comum no inverno. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais vulneráveis ao vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da doença. Além dele, o adenovírus, o rinovírus e o metapneumovírus também são transmissores. A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias ou por contato. Ou seja: crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como em creches, estão mais suscetíveis.

Por que a bronquiolite é tão perigosa para os prematuros?

A prematuridade é o principal fator de risco para hospitalização por bronquilite. Os prematuros geralmente apresentam imunidade mais baixa, em função da menor transferência de anticorpos maternos para o bebê. Por serem pequenos, suas vias aéreas (brônquios, bronquíolos) são menores, o que eleva ainda mais o risco. Somado a isso, a baixa reserva de energia (pelo baixo peso), as infecções recorrentes e uso de alguns medicamentos também contribuem para que eles estejam entre os mais afetados pela doença.

Quais são os sintomas?

Os sintomas iniciais são bem parecidos com os da gripe: febre, não necessariamente alta, tosse seca e nariz escorrendo. No terceiro e quarto dias, há o pico da doença, quando o estado geral do seu filho pode piorar e ele pode apresentar falta de ar, por exemplo. Diante desses sinais procure o pediatra. “Quanto mais nova for a criança, maiores serão os riscos de um agravamento da infecção”, alerta Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra e diretora do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital e Pronto-Socorro Infantil Sabará (SP).

Como tratar?

Nos casos mais leves, quando não há desconforto respiratório (tosse com chiado ou falta de ar), você pode cuidar de seu filho em casa, controlando a febre e mantendo-o sempre hidratado, com mamadeira ou leite materno. A internação só é necessária quando a criança precisa de cuidados mais específicos no hospital, como hidratação (receber soro por via venosa), oxigenoterapia (aplicação médica de oxigênio, que pode ocorrer por inalação, por exemplo) e de fisioterapia respiratória (exercícios que ajudam a eliminar secreções), para que o desconforto seja atenuado.

As crianças que integram os grupos de risco têm mais chances de serem hospitalizadas. “Prematuros extremos, cardiopatas e pneumopatas (que têm doença pulmonar) são mais sensíveis a essa doença”, explica Fátima. Em algumas situações de agravamento da bronquiolite, o bebê pode até mesmo seguir para a unidade de tratamento intensivo (UTI).

Como prevenir?

Existem algumas formas de preveni-la: evite levar seu filho para locais com aglomerações e contato próximo com crianças doentes. Além disso, lave sempre as mãos dele (e suas!), um cuidado fundamental para evitar diversas doenças. Mantenha também em dia a carteira de vacinação, para que não haja infecção mista, ou seja, além da bronquiolite, outro vírus ou uma bactéria instale-se e complique o quadro. O principal é você ficar atenta ao aparecimento dos sintomas e buscar um médico o quanto antes.

Além disso, existe um medicamento chamado PALIVIZUMABE, que não é uma vacina mas um anticorpo desenvolvido em laboratório para impedir a infecção pelo VSR e atenuar seus sintomas. Ele reduz em até 55% as internações em situações graves.

Alguns prematuros podem receber o medicamento gratuitamente através da Secretaria de Saúde de seu Estado.

Quer saber quem tem direito e como obter o palivizumabe?

Criamos um hotsite, uma espécie de mini site vinculado ao da ONG, para falar especificamente de vacinação do prematuro e de palivizumabe.

Acesse aqui nosso e veja qual o período de maior circulação do vírus em sua região e como ter acesso ao medicamento.

Fontes pesquisadas: Sociedade Brasileira de Pediatria (www.sbp.com.br); http://revistacrescer.globo.com


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