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A minha guerreira Paulinha

29/06/2018 Paula.

"Eu chamo me Luciana e venho partilhar a minha história. A minha filha, que amo muito, foi uma bebê muito desejada, era tudo que eu mais queria. Sempre quis ter uma família grande! O meu filho de 6 anos nasceu com 35 semanas, mas perfeitamente bem, sem necessitar de intervenções. A minha princesa Paula nasceu no dia 15 de setembro de 2017 com 25 semanas. Ela nasceria somente no dia 25 de dezembro de 2017, e, por isso, o sonho de ter mais filhos acabou. Não iria conseguir suportar passar mais 3 meses e pouco numa UTI vendo a minha bebê sofrer.

Depois de uma perda de líquido às 22 semanas, tive que ficar internada e os médicos disseram que se o líquido não fosse reposto teria que abortar porque não sobreviveria. Eu sempre dizia que quem manda sou eu, que não tiraria e "enquanto a minha filha aguentar, aguentarei com ela". Às 23 semanas, fui para casa para repouso absoluto já com algum líquido reposto. Após 6 dias, fui para a urgência com contrações. A médica que me atendeu tentou atrasar o parto, e aguentei até às 25 semanas.

No dia 15 de setembro, à 1h, começei a ter contrações e perdas de sangue. Fui para a sala de partos e não me deram nada para adiantar o parto porque não queriam que a minha boneca nascesse. Às 03:30, veio a anestesista para me dar a epidural, que não fez efeito porque, ao me deitar, a minha filha já estava com a cabeça de fora. Paula veio ao mundo às 03:48, com 30,5 cm e 730 gramas. Ela nasceu chorando. Mal olhei para ela eos meus olhos encheram de lágrimas! Tirei foto e beijei ela muito rápido para poder ir para os cuidados intensivos da Neo, onde lá permaneceu por 75 dias.

Depois de várias infeções, atelectasias, transfusões de sangue, e inúmeras tentativas para largar o ventilador invasivo e colocar o CPAP, a minha bebê teve alta no dia 23 de dezembro de 2017 com 2,645kg e 45,5cm. Dou graças a Deus que a minha menina não tem sequela nenhuma. Desde o primeiro momento que a vi, sempre soube que a minha filha lutaria com unhas e dentes para ficar ao lado dos pais e do mano dela. Nunca duvidei e sequer pensei que ela fosse partir. Nunca me deixei ir abaixo, sempre me mantive forte para ela. Sempre coloquei as outras mães da UTI para cima, nunca as deixei ir abaixo. Mães que estão passando por isso tem que ter força e transmitir coisas boas aos nossos bebês. Eles são muito fortes, mais do que nós e surpreendem de um momento para o outro!

A minha bebê hoje está muito bem. Trouxe O2 para casa porque tem que fazer o desmame aos poucos, ela nasceu muito pequenina. Está perfeita, e o oxigênio eu e ela vamos conseguir ultrapassar também!"

(relato da mamãe Luciana Ribeiro, enviado em 2017)

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