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Alimentação complementar para prematuros

14/01/2013

Por sugestão das queridas Josianne, Nathalia e Monica, através do Facebook, hoje vamos falar sobre a introdução de alimentos sólidos na rotina do bebê prematuro.

Todos sabem que, para bebês a termo, os alimentos sólidos são introduzidos por volta dos 4 a 6 meses de vida.

Mas e no caso dos prematuros? Os pais têm dúvidas sobre qual o melhor momento para introduzir novos alimentos ao bebê; baseando-se na idade cronológica ou na corrigida? E como será a aceitação dele? Poderá haver problemas pelo fato dele ter nascido prematuro? Quais? O que fazer para contorná-los?

Para sanar essas dúvidas, resolvemos trazer um pouco do que os especialistas dizem sobre o assunto e também abrir para trocas de experiências através de um fórum (para participar é só deixar seu comentário logo abaixo do post).

Bom, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a introdução de alimentos de maior consistência para bebês prematuros deve ser feita sem pressa.

No inicio do processo, é normal que haja um estranhamento e até recusa. Para os pequenos, são muitas mudanças ao mesmo tempo: o sabor é novo (frutas, legumes), a consistência é diferente da que ele está acostumado (espessada/granulada), há um objeto totalmente novo e muito estranho - a colher, que é mais rígida e fria que o seio materno ou o bico da mamadeira (a SBP recomenda o uso de colheres emborrachadas para a introdução de alimentos sólidos para prematuros).

É preciso fazer a introdução da alimentação complementar gradualmente e de acordo com o desenvolvimento de cada bebê. A SBP recomenda que se espere até os 4 ou 6 meses de idade corrigida para introduzir novos alimentos aos prematuros, pois nessa fase a maioria dos bebês deverá ter um desenvolvimento dos órgãos fonoarticulatórios compatível com a função de deglutição. Na prática, o que se vê é que os bebês prematuros acabam amadurecendo mais rápido, o que acaba abreviando este passo. O acompanhamento do pediatra durante esse processo é fundamental! O profissional que conhece o histórico do bebê e que acompanha sua evolução saberá se ele está apto para dar os próximos passos.

Vale ressaltar que alguns prematuros podem apresentar o reflexo de vômito abolido ou exacerbado pelo uso prolongado de sondas (SOG) e tubos oro-traqueais. Outros, por um comprometimento neurológico, podem apresentar dificuldade para sugar e/ou não conseguir coordenar a deglutição. Estes bebês devem ser encaminhados precocemente a uma intervenção com fonoaudiólogo (se possível antes mesmo da alta).

Na criança com paralisia cerebral esta transição de consistência do alimento e o uso de colher é mais complicada, devendo ser orientada sempre pela fonoaudiologia.

Resumidamente, para que a introdução dos alimentos sólidos ao bebê prematuro seja tranquila e bem-sucedida, é preciso:

* Acompanhamento profissional: do pediatra SEMPRE. De outros profissionais (fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista), quando necessário.

* Paciência e persistência: são fundamentais!

* Serenidade para: 1) aceitar que seu filho é único e não pode ser comparado com outras crianças e 2) para fingir não ouvir aqueles que o fazem.

E finalmente, uma vez que o bebê está apto para iniciar a alimentação complementar, o ideal é, dentro do possível, seguir as recomendações do Ministério da Saúde para alimentação saudável em crianças menores de 2 anos, quais sejam:

Passo 1 - Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento;

Passo 2 - A partir dos 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;

Passo 3 - Após 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno;

Passo 5 - A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com a consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;

Passo 6 - Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;

Passo 7 - Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;

Passo 8 - Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes,balas, salgadinho e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;

Passo 9 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;

Passo 10 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.

E com você, como foi essa experiência? Tem alguma dica para deixar para outras mães e pais?

Comente este post e participe!

Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria e Ministério da Saúde


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