Gaúcha que viajou mais de 500km para dar à luz gêmeos prematuros sai do coma

     Portal G1 – 25/10/11

     “O Jornal Nacional mostrou na segunda-feira (24) a história de uma brasileira grávida que teve que esperar dois dias para conseguir uma UTI neonatal e ainda enfrentar uma viagem de mais de 500 quilômetros para dar à luz os filhos gêmeos. Os nossos repórteres descobriram que mais perto da cidade onde Elisiane mora havia uma UTI pronta, e parada.
     Na casa emprestada por um funcionário do hospital onde a filha está internada em Novo Hamburgo, Dona Neiva tenta se manter confiante. Os netos estão se recuperando. A filha, Elisiane, ainda corre perigo, mas o estado de saúde dela melhorou. “A gente está confiante. A partir de hoje ela vai começar a reagir, a gente tem muita fé em Deus”, diz Dona Neiva.
Com a bolsa rompida desde sexta-feira (21), Elisiane San Martin sofreu por dois dias e teve que viajar mais de seis horas em uma ambulância para dar à luz os filhos gêmeos no final da tarde de domingo (23).
     “É uma porta de entrada para bactérias e quanto mais horas de bolsa rota tem, maior a chance de infecção que é o ponto que ela chegou aqui quando foi internada”, explica a médica Rosemeri Nunes.
     Quase 60% dos leitos de UTI neonatal do Rio Grande do Sul estão concentrados na Região Metropolitana de Porto Alegre. Mas a viagem de Elisiane poderia ter levado a metade do tempo. É que em outro município da região sul do estado, mais perto de onde a família mora, uma UTI neonatal está pronta para entrar em funcionamento.
     De Santa Vitória do Palmar, onde Elisiane estava, até Novo Hamburgo foram mais de 530 quilômetros. Até Canguçú, seriam 280. O hospital de caridade conta com equipamentos e funcionários para colocar em operação imediatamente dez leitos de UTI neonatal pelo SUS. Um investimento de R$ 1,2 milhão de verbas públicas e do próprio hospital.
    “Nós temos condições de ser referência no que se refere à gravidez de alto risco, atendimento de crianças prematuras e neonatos com patologias. E atendendo um grande número de pessoas na nossa região”, garante Fernando Gomes, superintendente do hospital.
Segundo a Secretaria de Saúde do estado, o primeiro pedido para credenciamento aconteceu em janeiro, mas somente em abril a Vigilância Sanitária vistoriou o local e pediu alterações. Depois das mudanças, o credenciamento foi encaminhado ao Ministério da Saúde, em setembro.
     A Secretaria de Saúde diz que o processo é demorado para garantir a segurança do procedimento. Agora ainda falta o Ministério da Saúde publicar a autorização no Diário Oficial para que a UTI entre em operação. Enquanto isso, o hospital assume riscos.
Miguel nasceu de sete meses e deveria estar na UTI neonatal. Os médicos tiveram que deixá-lo em uma das unidades do berçário, sem os instrumentos adequados.
“Poderia ter perdido o nenê, com todo o equipamento do lado, a menos de 50 metros”, alerta o pediatra Benhur Corrêa.
     O Ministério da Saúde informou que o pedido de habilitação da UTI só chegou ao setor responsável no dia 11 de outubro e que o processo ainda está dentro do prazo de análise.”

     Terra 28/10/11

     “O estado de saúde de Elisiane San Martins, 34 anos, melhorou significativamente na última quinta-feira, quando ela saiu do coma induzido e começou a respirar sem a ajuda de aparelhos. Ela deu à luz aos gêmeos Guilherme e Gustavo no último domingo em Novo Hamburgo, cidade da região metropolitana de Porto Alegre (RS), após peregrinar 530 km. As informações são do jornal Zero Hora.
     Porém, o estado de saúde ainda é considerado grave e ela será mantida na UTI do Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Os gêmeos também melhoraram, mas seguem na UTI neonatal. Com a bolsa rompida desde quinta-feira, Elisiane viajou de Santa Vitória do Palmar, no sul do Estado, até Novo Hamburgo devido à falta de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais na região. Elisiane aguardou três dias até ser encaminhada para o hospital de Novo Hamburgo.”

Fontes: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/10/burocracia-atrasa-funcionamento-de-uti-neonatal-no-rio-grande-do-sul.html | http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5440688-EI306,00.html

Notícia | A importância da presença dos pais na UTI Neonatal

     Ok, quanto mais presentes os pais forem no período de internação na UTI, melhor para o bebê, fato. Mas vale lembrar: é impossível estar o tempo todo presente. Ninguém é super-homem ou super-mulher. E pai e mãe também precisam se cuidar, descansar, precisam estar bem física e psicologicamente (dentro do possível) para dar o melhor de si aos pequenos. Sei que falar é fácil, mas recomendação profissional dos médicos e psicólogos das equipes da Neo: permitam-se fazer coisas que lhes façam abstrair um pouco e que lhes dêem prazer e não se sintam culpados por não estar morando 100% do tempo no hospital, ok?


     Revista Crescer – 25/10/11

     “Na última semana, muito se falou sobre prematuros no meio científico. E o que as pesquisas mais mostram – e reforçam – é a importância da presença constante dos pais após o nascimento, principalmente no hospital. CRESCER separou as informações mais relevantes dos três últimos estudos. Confira:

Posição canguru alivia dor em prematuros
     Você já ouviu sobre os benefícios do método canguru para o desenvolvimento dos bebês prematuros, não é mesmo? Agora um novo estudo brasileiro reforça que a famosa posição reduz a dor intensa do bebê prematuro recém-nascido, independente do nível de estresse da mãe. A pesquisa foi realizada pela enfermeira Thaíla Corrêa Castral, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.
A posição canguru permite o contato pele a pele entre a mãe e o bebê. Para tanto, o bebê deve estar só de fralda e a mãe com uma camisola aberta, sem sutiã para encaixar o filho na posição vertical entre os seios. Depois, mãe e filho são envolvidos por um lençol para manter a temperatura do corpo.
     Para chegar a esse resultado, Thaíla analisou o comportamento de 42 mulheres e seus bebês durante o teste do pezinho, feito entre o 5º e 7º dia após o parto e repetido no 30º dia, em prematuros. Todos os bebês foram colocados na posição canguru 15 minutos antes da realização da coleta de sangue do calcanhar. Permaneceram na posição durante o exame e por mais 15 minutos depois do término. Também foram coletadas amostras de saliva antes e depois do exame, além de filmagens da expressão facial dos bebês e do comportamento das mães durante a coleta do sangue.
     Todo esse material foi submetido a uma análise específica com instrumentos utilizados para codificar as expressões faciais segundo a segundo. O resultado mostrou que o método canguru é sempre benéfico e diminui a dor dos prematuros mesmo quando a mãe apresenta depressão, ansiedade ou estresse. “A boa notícia é que fazer a posição canguru com o filho é capaz de tranquilizar a mãe, que sente mais segura com o bebê nos braços”, explica a pesquisadora Thaíla Castral.

Amamentação também pode reduzir a dor em bebês pré-termo

     Amamentar o bebê prematuro durante procedimentos de dor, como uma coleta de sangue, por exemplo, pode reduzir a dor da criança em até 80%, mostrou um estudo canadense. Os especialistas dividiram 57 recém-nascidos prematuros em dois grupos. O primeiro foi amamentado durante a coleta de sangue. O outro grupo recebeu uma chupeta. Durante o teste, os rostos e as mãos dos bebês foram filmados e os batimentos cardíacos foram medidos. O resultado mostrou que o grupo que recebeu aleitamento materno atingiu níveis de dor significativamente menores do que aqueles que tiveram apenas a chupeta. Além disso, o tempo necessário para coletar o sangue dos bebês foi menor naqueles que estavam sendo amamentados. Ou seja, menor tempo de exame também significa menos dor. Para a neonatologista Graziela Del Ben, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), o leite materno conforta o bebê. “O contato com o corpo da mãe ajuda a manter a temperatura corpórea. Além disso, ao sugar o leite, ocorre um aumento da glicemia do sangue do bebê, que traz mais conforto. A respiração melhora e a frequência cardíaca se acalma, fatores que ajudam a aliviar a dor”, diz a especialista.

Prematuros produzem mais sons quando os pais estão por perto

     Olha só que curioso! Cientistas americanos analisaram o comportamento auditivo e a fala de 36 bebês prematuros – nascidos com 27 semanas de gestação – que estavam na UTI do Hospital de Mulheres e Bebês de Providence, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, quanto mais os bebês ouviam a voz de seus pais, mais sons eles produziam. E isso acontecia, especialmente, quando os pais estavam por perto. Foi durante a 32ª semana que os bebês mais vocalizaram. Isso, segundo a pediatra Melinda Caskey, líder da pesquisa, mostra que eles são capazes de produzir sons antes das 40 semanas, que é o período que dura uma gravidez ideal.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI274927-15056,00-NOVIDADES+SOBRE+PREMATUROS.html

Restrição do crescimento intra-uterino (RCIU): atenção aos fatores de risco

     “A restrição do crescimento fetal, também chamada de restrição de crescimento intra-uterino (RCIU), é o termo usado para designar um feto que não atingiu seu potencial de crescimento devido a fatores genéticos ou ambientais. Pode ser causada por fatores fetais, placentários e/ou maternos, mas nem sempre conseguimos realizar tal identificação. Este termo não deve ser usado para descrever um feto constitucionalmente pequeno que seja saudável.

Fatores fetais
     1. Genéticos – estudos revelaram que fatores genéticos influenciam entre 30 e 50% na variação do peso ao nascer. O restante se dá devido a fatores ambientais. Genes maternos influenciam o peso ao nascer mais do que os genes paternos, mas ambos têm sua participação.
     Mulheres que dão à luz a um feto de crescimento restrito têm mais risco de que isso aconteça numa próxima gestação e o risco aumenta quanto maior o número de filhos com crescimento restrito ela tiver.
     A presença de uma anormalidade cromossômica geralmente resulta em restrição do crescimento fetal já no início da gravidez.
Anormalidades cromossômicas associadas à restrição de crescimento intrauterino incluem a trissomia 18 ou 13, síndrome de Turner, entre outras.

     2. Gestação múltipla - crescimento fetal em gestações múltiplas tem relação direta com o número de fetos presentes e se são ou não idênticos. O menor peso dos fetos de gestações múltiplas é devido à incapacidade do meio ambiente em atender as necessidades nutricionais dos fetos múltiplos, bem como complicações na gravidez mais comuns nas gestações múltiplas como, por exemplo, a desnutrição materna, pré-eclâmpsia e anomalias congênitas.

     3. Infecção - infecções que se desenvolvem no início da gravidez têm maior efeito sobre o crescimento do bebê, mas representam menos de 5% de todos os casos de restrição do crescimento fetal (RCF). Vírus e parasitas como, por exemplo, a rubéola, a toxoplasmose, o citomegalovírus, a varicela-zoster, a malária, a sífilis e a herpes, podem ter acesso ao feto pela placenta ou através das membranas fetais intactas, prejudicando o crescimento fetal por uma variedade de mecanismos, desde morte celular até insuficiência vascular.

Fatores placentários

     Muitos casos de RCF, particularmente recorrentes, são resultado de doença placentária isquêmica. Este termo refere-se a um processo de doença da placenta que, clinicamente, manifesta-se como pré-eclâmpsia, restrição do crescimento fetal, descolamento da placenta ou pela combinação desses distúrbios. Todos estes transtornos podem ser associados ao nascimento prematuro ou à perda fetal e representam manifestações tardias do desenvolvimento placentário anormal.
- Lesões macroscópicas e histológicas – qualquer desencontro entre exigências fetais nutricionais ou respiratórias e fornecimento placentário pode resultar em comprometimento do crescimento fetal.

Fatores maternos
     1. Redução do fluxo sanguíneo para o útero – pode ser diminuído pelo desenvolvimento defeituoso, pela obstrução, ou pelo rompimento dos vasos útero-placentários. Distúrbios médicos maternos como, por exemplo, hipertensão, insuficiência renal, diabetes, doença vascular do colágeno, lúpus eritematoso sistêmico e síndrome antifosfolípide; e complicações obstétricas, como pré-eclâmpsia, diminuem a entrega de sangue satisfatória para o combo útero-placentária e resultam em RCF.

     2. Ingestão calórica diminuída – peso pré-gestacional e ganho de peso durante a gravidez são geralmente responsáveis por cerca de 10% da variação do peso fetal. Entretanto, a fome materna grave durante a gravidez pode ter grande impacto sobre o crescimento fetal.
     A população holandesa, por exemplo, sofreu grande fome durante o inverno de 1944, fazendo a ingestão calórica materna cair para um valor entre 450 e 750 kcal por dia. Como resultado dessa privação, o peso de nascimento infantil médio durante este período diminuiu em 250 gramas. Da mesma forma, em Leninegrado durante a 2ª Guerra Mundial, os períodos de fome mais longos e mais profundos (abaixo de 300 kcal) fez o peso médio dos bebês cair em mais de 500 gramas.
     Graus leves de deficiência nutricional também têm efeito sobre o peso ao nascer. Mulheres que estão abaixo do peso no início da gravidez ou que têm ganho de peso prejudicado durante a gravidez estão em maior risco de dar a luz a um bebê com peso inferior a 2.500 gramas.
     Má absorção de nutrientes em gestantes com doença celíaca (intolerância ao glúten) também tem sido associada com restrição de crescimento intra-uterino.

     3. Hipoxemia (menos oxigênio para os tecidos) crônica materna devido à doença pulmonar, doença cardíaca e anemia severa estão associadas ao crescimento fetal diminuído. Como exemplo, um estudo de 96 gestações de mulheres com cardiopatia congênita informou que o peso médio dos bebês ao nascer a termo foi de apenas 2.575 gramas, o que é significativamente menor do que o peso de nascimento médio, de 3.500 gramas, na população em geral.

     4. Doenças hematológicas e imunológicas - doenças hematológicas, como anemia falciforme, podem causar trombose da placenta. Doenças auto-imunes podem causar inflamação crônica da placenta e isso pode causar subnutrição fetal e hipóxia.

     5. Uso de drogas e tabagismo – o tabagismo, o consumo de álcool e o uso de drogas ilícitas podem causar restrição do crescimento intrauterino, quer por um efeito tóxico direto ou indireto a partir de variáveis relacionadas, tais como alimentação inadequada. Fumar durante o terceiro trimestre parece ter maior impacto sobre o peso ao nascer. As mulheres que param de fumar no terceiro trimestre podem ter peso de nascimento semelhante aos dos não fumantes.
Numerosos estudos têm tentado determinar a relação entre a exposição de mulheres grávidas ao fumo do tabaco ambiental e do tabagismo passivo com o peso do bebê ao nascer. Resultados foram discordantes, embora a maioria mostre um aumento do risco de baixo peso em mulheres com fumo passivo. Estes estudos são limitados pela dificuldade na quantificação com precisão da exposição materna e ajuste para os múltiplos fatores que afetam o peso ao nascer.

     6. Toxinas – substâncias tóxicas, incluindo vários medicamentos, tais como anticonvulsivantes e os antineoplásicos, podem produzir restrição do crescimento. Não está claro se a restrição de crescimento em mulheres hipertensas é apenas resultado da doença ou, em parte, um efeito colateral de medicamentos anti-hipertensivos.

     7. Tecnologias de reprodução assistida -gravidez concebida por meio de tecnologias de reprodução assistida aumentam o risco de baixo peso fetal.

     8. Outros – restrição de crescimento é mais comum entre as grávidas nos extremos da vida reprodutiva, portanto adolescentes e mulheres acima dos 40 anos.
     Estresse materno crônico pode também ser um fator e é uma área ativa de investigação. O estresse crônico está associado a altos níveis de hormônios que,
por sua vez, podem estar associados com comprometimento do crescimento fetal e parto prematuro.
     Em alguns casos, a razão para a restrição do crescimento fetal, muitas vezes grave, ainda ficam incertas. Mas um bom acompanhamento pré-natal pode fazer com que a mãe e o bebê possam chegar ao final da gestação saudáveis.”


Fonte: http://minhavida.uol.com.br/conteudo/14076-fique-atenta-aos-fatores-de-risco-da-restricao-do-crescimento-fetal.htm

Vamos fazer a nossa parte? Colabore com a AACD!

     “A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) é uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é “Promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social”.

     Já o projeto Teleton nasceu nos Estados Unidos em 1966 com o incentivo do ator e comediante Jerry Lewis. Ele pretendia que uma campanha realizada na TV pudesse arrecadar recursos para o tratamento de portadores de deficiência física. O formato da atração conquistou tanto sucesso que já faz parte da programação televisiva de mais de 20 países.
     No Brasil, o primeiro Teleton ocorreu em 16 de maio de 1998 no SBT com o objetivo de levantar recursos para o tratamento e reabilitação de pacientes atendidos nas unidades da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Em sua primeira edição, o projeto arrecadou R$ 14.855.000, que foi utilizado para a construção de uma nova unidade da AACD em Recife (PE) e na reforma da unidade da Móoca, em São Paulo.
     Em 2010, o evento arrecadou R$ 23,9 milhões, valor destinado à construção de uma nova unidade da instituição, em Mogi das Cruzes/SP, que deve começar ser concluída no final de 2011.
     Todos os anos, durante a exibição do Teleton, o SBT tem uma programação especial totalmente voltada ao projeto. Em suas 26 horas, reportagens especiais sobre o trabalho feito pela a AACD, prestações de contas, artistas renomados e atrações musicais são apresentadas ao público diretamente dos estúdios do SBT no Complexo Anhanguera, ao vivo para todo o Brasil.
     Nesta 14ª edição, que aconteceu nos dias 21 e 22 de outubro de 2011, a meta ficou ainda maior: R$24 milhões, suficientes para a instituição manter os atendimentos que já realiza e atender mais de 32 mil pacientes que estão na fila de espera.”
     O programa terminou mas as doações não podem parar! Acesse os formulários de doação através dos links https://teleton.org.br/stepTwo.html ou http://www.aacd.org.br/quero-ajudar/mantenedor-pf.aspx e faça a sua parte!

Fonte: http://www.sbt.com.br/teleton/sobre/

Trigêmeos prematuros de Isabella Fiorentino muito perto de deixar o hospital

     “Após quase quatro meses internados, os gêmeos de Isabella Fiorentino estão muito próximos de deixarem o hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em participação no Teleton, do SBT, onde sempre marca presença, a apresentadora do Esquadrão da Moda falou sobre a alegria de ter os seus garotinhos em casa.

Mesma fonte

     “Os trigêmeos estão ótimos. Foram 90 dias no hospital, mas se Deus quiser dois dos meus filhos já vão vir para casa no final de semana e na próxima os três já estarão juntinhos comigo. Nesses três meses eu vivi para os meus filhos. Quando eles nasceram, diferente de todas as mães, eu não vi o rostinho deles. Eles nasceram e foram levados às pressas para a UTI neonatal, mas eu não fiquei tão chocada, porque quando a bolsa rompeu eu sabia que ainda não era a hora de nascer. Claro que eu queria eles nos meus braços no instante seguinte que vieram ao mundo, mas como eu estava ciente da situação, afinal eu já estava internada, o que mais me importava era a saúde deles, a vida deles”, disse.
     Indo ao hospital várias vezes ao dia para amamentar os pequenos, Isabella disse que tirou grandes lições desse tempo. “Se eu nunca tivesse passado por isso, até poderia achar a situação terrível, mas depois de três meses eu vi que tirei de letra. Foi tudo muito intenso, mas eu não trocaria isso por nada na vida. Toda essa dificuldade valeu por anos de terapia.”
     Sobre o leite, a apresentadora contou que tem para dar e vender. “Eu coloco dois (para mamar) e deixo um chorando com o coração partido, mas tudo dá certo, dá para conciliar. Graças a Deus eu tenho tanto leite que estoquei 300 vidros para doar, fora o que dou de mamar todos os dias.”
     Ela, que engordou 24 quilos durante a gestação, revelou que ainda precisa perder alguns quilinhos. “Não posso pensar em dieta agora, mesmo vocês me achando magra, eu ainda estou oito quilos fora do meu peso. Eu não posso ter restrição alimentar, porque meus filhos precisam de energia, só tenho que evitar comidas pesadas e muito gordurosas.”

Fonte: http://contigo.abril.com.br/noticias/isabella-fiorentino-sobre-nascimento-prematuro-dos-trigemeos-toda-dificuldade-valeu-por-anos-de-terapia

Notícia | Velocidade de crescimento do cérebro e inteligência de bebês prematuros

     “Para bebês prematuros, a velocidade com a qual o cérebro cresce pode ser um fator das habilidades mentais futuras da criança. Esse fato pode ser um indicativo da importância do período anterior ao parto para o crescimento cerebral. Interrupções nesse processo (como o parto prematuro) poderiam levar a doenças e problemas cognitivos.

     Pesquisadores da Imperial College (Inglaterra) examinaram 82 crianças que nasceram antes de terem completado 30 semanas de gestação (sendo que uma gravidez normal dura entre 38 e 42 semanas). Logo após o nascimento, os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética nesses bebês, repetindo o procedimento na data em que a gestação das crianças teria sido completada caso não tivesse ocorrido o parto prematuro.
     Nenhum dos bebês tinha danos cerebrais e enquanto alguns fizeram a ressonância apenas uma vez, outros fizeram o exame até oito vezes. Como esse procedimento utiliza magnetismo, e não radiação, as crianças não correram riscos.
     Ao completarem 2 e 6 anos de idade, os participantes do estudo fizeram testes de inteligência. Uma análise desses testes mostrou que a taxa de crescimento do córtex cerebral dos bebês durante o período do estudo estava associada aos resultados obtidos pelas crianças nos testes, que mediram atenção, linguagem, memória, planejamento e a conceituação de números.
     Os bebês cujos córtices cerebrais cresceram entre 5% e 10% a menos que os de outras crianças tiveram notas mais baixas do que o normal nos testes de inteligência administrados aos 6 anos.
     De acordo com os estudiosos, os resultados da pesquisa podem ajudar médicos e cientistas a compreenderem o que acontece nos cérebros de crianças prematuras que faz com que esses bebês tenham problemas cognitivos no futuro. Os pesquisadores não sabem se os resultados encontrados seriam válidos para crianças que ficaram o tempo ideal em gestação.”

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9434&mode=browse

Convulsão em recém-nascidos e crianças

     “As crises convulsivas podem manifestar-se em qualquer idade, até mesmo em prematuros. Curiosamente, quanto menor a criança, menos expressivas elas são, às vezes até sem manifestar tremor. É preciso estar atento para perceber que algo estranho está acontecendo.

     No recém-nascido, com frequência verificamos um tipo de crise chamada pelos médicos de “sutil”. Corresponde a um piscar de olhos rápido, ou sucessivos movimentos de repuxamento dos lábios ou até mesmo episódios de apneia. Embora a sutileza de sua manifestação, o olhar aguçado e experiente do pediatra neonatologista, do neuropediatra e da enfermagem do berçário de imediato detectará esta anormalidade. Para confirmar, é feito o exame eletrencefalograma poligráfico associado à observação concomitante em vídeo.
     A seguir, após os três meses e até o final do primeiro ano, podem ocorrer episódios em que a criança subitamente flexiona seus membros, chora, logo relaxa, e volta a repetir esses movimentos. Inicialmente, parece uma cólica, mas ao longo dos dias a criança ficará mais tristonha ou irritada e até pode deixar de reconhecer e sorrir para os familiares. São os chamados Espasmos Infantis, uma forma grave de epilepsia deste período, cuja confirmação será feita novamente pelo eletrencefalograma. Nesses casos, o diagnóstico e tratamento precoces têm relação com o prognóstico.
     Finalmente, alerto para outra forma de epilepsia que surge entre os pré-escolares e escolares: são as chamadas crises de ausência. Nesses casos, nota-se que a criança perde o contato, para de falar ou interrompe um movimento, podendo também dar algumas piscadelas, por poucos segundos, sem queda, logo retornando como se nada tivesse acontecido. Se forem mais prolongadas, a criança poderá perder a sequência do que está sendo falado, o que pode ser o motivo de baixo rendimento escolar, já que acontece várias vezes por dia. Essa é considerada uma forma benigna de epilepsia, que tende a desaparecer espontaneamente na adolescência. O diagnóstico se completa com o eletrencefalograma e o tratamento com medicação anticonvulsivante costuma dar bons resultados.”

Dr. Saul Cypel (neuropediatra)
Fonte: http://revistapaisefilhos.com.br/saude/com-a-palavra-o-especialista/dr-saul-cypel/convulsao-em-crianca

Notícia | Gestação na adolescência e retinopatia da prematuridade

    Jornal do Brasil – 17/10/11

     “A gravidez entre as adolescentes brasileiras vem caindo, mas ainda atinge índice crítico. Indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 18,2% das mães no País estão na faixa etária de 15 a 19 anos.
     De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, estudos da OMS comprovam que a gestação antes dos 18 anos é um fator de risco para o parto prematuro. Por isso, para ele a gravidez precoce associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros está fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no País.
     A doença representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. É caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina que causa cegueira.
     A estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos. Queiroz Neto explica que isso acontece porque nos bebês que nascem antes do tempo a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo.
     Os pais, ressalta, devem estar mais atentos com filhos de peso inferior a 1,5 kg ou nascidos antes da 36ª semana da gravidez. Para evitar a perda da visão, ele destaca que deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal.

Tratamento depende do estágio da doença

     Queiroz Neto afirma que a retinopatia da prematuridade provoca outras alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo – miopia, hipermetropia ou astigmatismo, – estrabismo, ambliopia e visão subnormal.
     No estágio inicial da retinopatia, quando só os vasos periféricos sofrem alteração, ele diz que são feitas sessões de crioterapia. Consiste na aplicação de laser através da esclera (parte branca do olho).nos vasos que crescem na periferia da retina.
     No estágio intermediário são feitas aplicações de lazer dentro do olho e no avançado, quando ocorre descolamento de retina, a única terapia é a retinopexia, uma cirurgia que recoloca a retina em seu leito.
     O especialista diz que nem todo bebê prematuro desenvolve retinopatia, mas todos devem ter acompanhamento oftalmológico mais frequente para evitar o comprometimento ocular. Nos casos de bebês que precisam usar óculos de grau já nos primeiros meses de vida, a recomendação é manter a criança usando os óculos para estimular o desenvolvimento da visão que só é concluído entre 6 e 8 anos.”

Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/10/17/gravidez-precoce-aumenta-risco-de-cegueira-nos-bebes/

18 de Outubro – Dia do Médico

     Parabéns a todos os profissionais que dedicam suas vidas a cuidar das nossas. Vocês têm um papel fundamental na nossa sociedade e merecem todo nosso respeito e admiração.

     Um beijo bem especial a todos os doutores e doutoras que conheço. Como a lista é beeeeem grande quando se trabalha num hospital, e seria injusto esquecer um só nome, fica a minha homenagem a todos vocês, queridos, amados e competentíssimos médicos da minha vida! Parabéns pelo seu dia!


heartandfamily.com
Saiba mais sobre o Dia do Médico…
     “O médico é um dos mais importantes profissionais presentes em nossa sociedade. Sua função está ligada à manutenção e restauração da saúde. Este profissional utiliza o saber específico, técnicas e abordagens que lhe permitem promover a saúde e o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos.
     O dia 18 de outubro é considerado o dia do médico em muitos países, como Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. Esta data foi escolhida por ser o dia consagrado a Lucas, o “amado médico”, segundo o apóstolo Paulo.
     Lucas teria estudado medicina em Antioquia, além de ser pintor, músico e historiador; um dos mais intelectuais discípulos de Cristo. A tradição de ter Lucas como o patrono dos médicos se iniciou por volta do século XV.””

Fonte:http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-medico.htm

Mãe de prematuro produz leite especial

     “A natureza é mesmo sábia. Se não, como explicar o fato de o leite da mãe de um prematuro já atender às necessidades do pequeno? “A carga proteica, por exemplo, é menor porque o rim do bebê, imaturo, às vezes não consegue excretar a quantidade elevada desses derivados”, contextualiza Hélder Leite, neonatologista do Hospital Santa Joana.

     O organismo humano também é preciso matematicamente. A mãe que tem seu bebê com 28 semanas produz um leite diferente da que tem com 32 semanas e ainda distinto da que não tem filho prematuro. “Ele é especial na composição e discretamente ajustado para o bebê”, complementa Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações.
     O frágil organismo dos pequenos traz ainda uma peculiaridade. Por mais leite que a mãe tenha a oferecer, o prematuro, muitas vezes, não tem força para a sucção. Sem tal estímulo, o indispensável líquido pode secar. E aí, quando o bebê deixa a UTI e segue para casa, já capaz de sugar, poucas mães conseguem manter o aleitamento. É preciso recorrer a bancos de leite, como fez a mãe de trigêmeos Ana Paula da Fonte.
     “Quando os bebês estavam na UTI cheguei a amamentar, mas o leite não era suficiente e terminou ficando para o filho mais debilitado. Recorri ao banco de leite do Imip”, aconselha Ana Paula. O Recife conta com outros sete centros médicos que possuem unidades de banco de leite.
     Um alerta vale para as mães que acreditam poder doar – ou resgatar – leite sem a interferência desses hospitais. “Quando retirado para doação, o leite deve ser pasteurizado, já que algumas doenças podem ser transmitidas. É como uma transfusão de sangue”, aconselha Kfouri.

VANTAGENS DA AMAMENTAÇÂO

Para a mãe
  • O sangramento pós-parto diminui.
  • Reduzem as chances de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco.
  • A mulher que amamenta perde mais rápido o peso que ganhou na gravidez.
  • Favorece a relação afetiva com o bebê

Para o bebê

  • Na amamentação, o bebê recebe os anticorpos da mãe para proteção contra diarreia e diversos tipos de infecções, principalmente as respiratórias.
  • O leite materno diminui as chances de o bebê desenvolver alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade.
  • O aleitamento materno também ajuda a criança a desenvolver-se bem, fisicamente e emocionalmente.
  • É um excelente exercício para o desenvolvimento da face e da fala.
  • É importante para que a criança tenha dentes fortes e bonitos.
  • Contribui também para que o bebê tenha uma boa respiração.

     Se unidos, amamentação, imunização e carinho de mãe, um detalhe ainda falta para que a proteção do prematuro esteja completa: a vacinação dos que cuidarão do pequeno. Pai, mãe, irmão mais velho, babá podem transmitir agentes infecciosos, em especial coqueluche e gripe. Com a chamada prevenção “casulo”, o prematuro estará seguro e em boas mãos.
     O assunto – tão especial para os bebês e para toda a família – ganhará destaque na 13ª Jornada de Imunizações, que reunirá renomados profissionais de Saúde para debater os avanços tecnológicos e programas públicos vacinais, entre outros temas, de 26 a 29 de outubro, em São Paulo. (P.S.)”

Fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2011/10/06/mae-de-prematuro-produz-leite-especial-301990.php